O Governo de Mato Grosso entregou obras e autorizou novos investimentos em Alto Taquari, nesta quarta-feira (22.1), que somam mais de R$ 14,5 milhões. As ações beneficiam diretamente os 10,9 mil habitantes do município e integram um pacote de R$ 119 milhões já aplicados pelo Estado nos últimos sete anos.
“Temos uma linha divisória aqui em Alto Taquari – um antes do governo, e o depois. A atual gestão transformou nossa cidade nesses últimos seis anos: fez Alto Taquari progredir, se desenvolver e se tornar essa cidade que nós amamos e onde gostamos de viver”, afirmou a prefeita Marilda Sperandio.
Marilda destacou o asfalto novo de 26 quilômetros da MT-465, que corta o município, como uma das obras mais importantes para Alto Taquari. A entrega da pavimentação também foi realizada nesta quinta-feira pelo governo. O investimento estadual na obra foi de R$ 30,6 milhões.
Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
O governador Mauro Mendes, acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes, reafirmou que o Estado sempre esteve presente em Alto Taquari em forma de investimentos e ações.
“É a primeira vez que, como governador, eu venho a Alto Taquari. Mas o Estado de Mato Grosso sempre esteve presente aqui em todos esses anos, com obras, recursos e ações para ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas. Esse é o papel do governo: fazer um trabalho sério, honesto e correto, para que Mato Grosso se torne o que está se tornando”, discursou.
Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
O vice-governador Otaviano Pivetta também reforçou o compromisso de olhar por Alto Taquari e pelos outros 141 municípios do Estado.
“Quero reafirmar o compromisso do governo de ouvir as necessidades e participar de todas as parcerias necessárias para alavancar a vida não só de Alto Taquari, mas de todos os mato-grossenses. É isso que fazemos desde o primeiro dia de 2019, quando assumimos um Estado quebrado e que não devolvia recursos para os municípios. Mas nós mudamos esse cenário, e o Estado passou a ter capacidade de investimento, com mais obras de infraestrutura, modernizando a saúde e alavancando a educação”, pontuou o vice-governador Otaviano Pivetta.
Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT
Outras obras entregues e anunciadas
Além do asfalto novo da MT-465, o governador Mauro Mendes e o vice Otaviano Pivetta autorizaram a construção de 200 unidades habitacionais pelo programa SER Família Habitação, que concede subsídio de até R$ 35 mil para famílias aplicarem na entrada da compra de uma casa.
Também foi lançada a construção do Centro de Eventos de Alto Taquari, que vai receber um investimento de R$ 6 milhões do governo.
Foi autorizado, ainda, a construção da cobertura da piscina na Escola Municipal Elzinha Nunes e de uma praça na cidade. Juntas, essas obras vão receber mais de R$ 4 milhões em recursos estaduais.
Por fim, Mauro Mendes e Otaviano Pivetta também entregaram a reforma da Escola Municipal José Inácio, que recebeu R$ 818,9 mil do Estado para a sua modernização.
“O governo tem feito entregas importantes nos 142 municípios. E não é em uma área específica. Podia só estar fazendo estrada, ou hospital, ou escola. Mas é em todas as áreas. São obras de A à Z, por toda parte, que mudam a vida da população dos municípios”, reconheceu o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi.
Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
Dispositivo
Também participaram da solenidade em Alto Taquari a senadora Margareth Buzetti; os deputados estaduais Valmir Moretto, Beto Dois a Um, Dr. Eugênio, Nininho, Sebastião Rezende e Dilmar Dal Bosco; e os secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil) e coronel PM César Roveri (Segurança Pública), além do presidente da MT Par, Wener Santos, e de prefeitos da região do Araguaia.
Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.