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POLÍCIA

 Governo lança programa Vigia Mais MT; 15 mil câmeras de monitoramento vão reforçar a segurança em todo o estado

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O governador Mauro Mendes lançou, nesta segunda-feira (20.03), o programa de segurança pública Vigia Mais MT, que prevê a instalação de 15 mil câmeras digitais de monitoramento nos 141 municípios mato-grossenses, com investimento de R$ 30 milhões. 

O programa prevê a instalação das câmeras por meio de assinatura de termo de cooperação entre o Governo de Mato Grosso e as prefeituras. O Governo ofertará gratuitamente as câmeras com equipamentos como nobreak, switch e armários. Aos municípios caberão os custos da instalação e manutenção dos equipamentos.

O governador Mauro Mendes destacou que esta é a primeira etapa do Programa Vigia Mais MT e que Mato Grosso vai estar no mesmo estágio de monitoramento que os países mais desenvolvidos. “Esse é um passo importante feito em parceria com os municípios para reforçar a segurança em todo o estado. Essas câmeras são inteligentes e conseguem identificar tudo. Leem a placa, o tipo, a cor e a característica do carro, e fazem reconhecimento facial”. 

Segundo o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri, os critérios para definição do número de câmeras destinadas a cada município levam em conta a população, renda per capita e os índices criminais. Já os pontos de instalação são definidos a partir de estudo e análises de dados criminais e planos de ações estratégicas feitos pelos órgãos de segurança pública – Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil e Corpo de Bombeiros. 

Os primeiros municípios a receberem os equipamentos foram Vila Bela da Santíssima Trindade e Lucas do Rio Verde. O termo de cooperação entre o Governo de Mato Grosso e as prefeituras foi assinado nesta segunda-feira (20).

Lucas do Rio Verde recebeu 254 câmeras, sendo 220 fixas, 17 Speed Domes e 17 OCRs. Cada modelo de câmera tem uma funcionalidade. As OCRs, por exemplo, fazem a leitura de placas e monitoram veículos em tempo real. Já as Speed Domes captam imagens em 360 graus com alcance de 2km.

Para Vila Bela foram encaminhadas 46 câmeras, sendo 40 são fixas, três Speed Domes e três OCRs.

O secretário ressalta que a partir dessas duas cidades, o Estado começa a criar uma “muralha digital” com o objetivo de levar mais segurança à população. “Nesse programa o Governo está aliando os mais modernos recursos tecnológicos à segurança da população mato-grossense. Além de possibilitar a prevenção e a redução da criminalidade, a vigilância eletrônica permite a captação de imagens que podem levar ao esclarecimento de crimes e recuperação de bens patrimoniais roubados como carros, motos, caminhões, celulares, entre outros”, disse o secretário. 

Em Vila Bela, o governador Mauro Mendes assinou ainda o termo de adesão com outros 15 municípios do Vale do Guaporé, entre os quais Pontes e Lacerda, Comodoro, Campos de Júlio, Nova Lacerda e Conquista D’Oeste, e que vai assegurar a entrega das câmeras em breve.  No total, somente nos municípios da região do Guaporé serão instaladas 1.183 câmeras.

O prefeito de Vila Bela, Jacob André Bringsken, avalia a instalação das câmeras como fundamental para a segurança da população de Vila Bela. “É uma boa estratégia de segurança do Estado. Estamos em área de fronteira e a vigilância eletrônica é fundamental não só para identificar e prender, mas também para intimidar e fazer com que os criminosos pensem duas vezes antes de agirem”, destaca ele.

Monitoramento digital 

Nas últimas duas semanas, o secretário César Roveri e a equipe do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) apresentaram o programa a 85 prefeitos.

De acordo com o secretário César Roveri, todos os municípios para os quais apresentou o “Vigia Mais MT” não só aprovaram como manifestaram interesse de adesão imediata. Todavia, se acontecer de algum prefeito não firmar cooperação a população não será prejudicada.

Roveri explica que o programa prevê a instalação das câmeras por meio da assinatura de termo de cooperação com outros entes, que podem ser com entidades jurídicas ou pessoas físicas (empresas, associações, instituições classistas, conselhos comunitários, entre outros).

Fonte: PJC MT

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POLÍCIA

Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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