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MATO GROSSO

Governo premia 42 municípios com melhor desempenho no programa Imuniza Mais MT

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) vai repassar um total de R$ 6,28 milhões aos 42 municípios melhor classificados em 2025 no programa Imuniza Mais MT. O resultado foi publicado em portaria no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (10.2) e a premiação ocorrerá em março deste ano.

Os prêmios variam entre R$ 30 mil e R$ 500 mil, com os selos bronze, prata, ouro e diamante, e devem ser utilizados para viabilizar ações e serviços voltados à vacinação. São avaliados os trabalhos das Secretarias Municipais de Saúde na aplicação das vacinas que compõem o calendário nacional de vacinação em crianças menores de dois anos.

“A vacinação infantil é a estratégia mais eficaz de controle de doenças imunopreveníveis. Por isso, o Governo de Mato Grosso investe para incentivar os municípios a garantir que as crianças recebam as doses obrigatórias em todo o Estado. Os pais e responsáveis devem ficar atentos ao calendário vacinal e levar as crianças ao posto de saúde mais próximo para a atualização das vacinas”, alertou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

Para a avaliação do desempenho e premiação, os municípios foram divididos em quatro grupos, de acordo com a população: com até 6 mil habitantes, de 6.001 a 15.000 habitantes, de 15.001 a 50.000 habitantes e acima de 50 mil habitantes.

A cobertura vacinal do calendário básico da criança aumentou muito no período de 2021 a 2025. A vacina BCG, por exemplo, alcançou e ultrapassou a meta de 90% após o programa: de 81,82%, em 2021, subiu para 101,62%, em 2025. O mesmo ocorreu com a pneumocócica, que passou de 81,53% para 96,13% na mesma comparação.

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, o objetivo da premiação é reconhecer as boas práticas em imunização e ampliar a cobertura vacinal.

“Com os valores das premiações, o programa tem contribuído para a modernização da infraestrutura da rede municipal de saúde e para melhorar a proteção das crianças mato-grossenses. Desde o início do Imuniza Mais MT, em 2021, houve um avanço significativo na cobertura vacinal infantil no Estado”, afirmou.

Saiba mais sobre o programa

Desde 2021, o Governo do Estado mantém o programa Imuniza Mais MT, que incentiva os municípios de Mato Grosso a alcançarem as metas de vacinação da população. As gestões municipais com melhores performances na cobertura vacinal recebem prêmios em dinheiro para serem investidos na modernização da infraestrutura da rede municipal de saúde.

A atualização do cartão de vacina é a maneira mais eficaz de assegurar que as crianças estejam protegidas e em conformidade com as recomendações de saúde. A vacinação infantil é um dos pilares da saúde pública, responsável por prevenir doenças graves e potencialmente fatais.

Confira os vencedores da quinta etapa do programa Imuniza Mais MT

Na categoria municípios até 6 mil habitantes:

Selo Diamante
1º Araguainha – R$ 250 mil
1º Curvelândia – R$ 250 mil
1º Reserva do Cabaçal – R$ 250 mil
1º Salto do Céu – R$ 250 mil
2º Lambari D´Oeste – R$ 200 mil
3º Nova Santa Helena – R$ 150 mil

Selo Ouro
1º Nova Marilândia – R$ 140 mil
2º Santa Rita do Trivelato – R$ 120 mil
3º Planalto da Serra – R$ 100 mil

Selo Prata
1º Araguaiana – R$ 70 mil
2º Acorizal – R$ 55 mil
3º São José do Povo – R$ 45 mil

Selo Bronze
1º Santa Cruz do Xingu – R$ 60 mil
2º Vale de São Domingos – R$ 50 mil
3º Torixoréu – R$ 30 mil

Na categoria municípios com população de 6.001 a 15.000 habitantes:

Selo Diamante
1º Itanhangá – R$ 250 mil
1º Itiquira – R$ 250 mil
2º Carlinda – R$ 200 mil
3º Nova Lacerda – R$ 150 mil

Selo Ouro
1º Novo Mundo – R$ 140 mil
2º Ipiranga do Norte – R$ 120 mil
3º São José do Xingu – R$ 100 mil

Selo Prata
1º Alto Garças – R$ 70 mil
2º Santa Terezinha – R$ 55 mil
3º Juruena – R$ 45 mil

Selo Bronze
1º Cocalinho – R$ 60 mil
2º Porto Alegre do Norte – R$ 50 mil
3º São José do Rio Claro – R$ 30 mil

Na categoria municípios com população de 15.001 a 50.000 habitantes:

Selo Diamante
1º Rosário Oeste – R$ 500 mil

Selo Ouro
1º Colíder – R$ 250 mil
2º Água Boa – R$ 200 mil
3º Alto Araguaia – R$ 150 mil

Selo Prata
1º Tapurah – R$ 120 mil
2º Campo Verde – R$ 100 mil

Selo Bronze
1º Querência – R$ 80 mil
2º Jaciara – R$ 70 mil
3º Pedra Preta – R$ 50 mil

Na categoria municípios com população acima de 50 mil habitantes:

Selo Diamante
Nesta categoria nenhum município atingiu a meta para alcançar o selo Diamante.

Selo Ouro
1º Primavera do Leste – R$ 500 mil
2º Sorriso – R$ 350 mil

Selo Prata
Nesta categoria nenhum município atingiu a meta para alcançar o selo Prata.

Selo Bronze
1º Campo Novo do Parecis – R$ 150 mil
2º Tangará da Serra – R$ 120 mil
3º Nova Mutum – R$ 100 mil

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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