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Agronegócio

Governo pretende fazer novo leilão de arroz, mas vai mudar regras

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Após o anúncio do cancelamento do leilão de arroz divulgada nesta quarta-feira (11.06) pelo Pensar Agro, o governo federal anunciou que pretende realizar um novo leilão de arroz – ainda sem data marcada -, mas com mudanças para garantir a idoneidade do processo.

Edegar Pretto, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mencionou a possibilidade de explorar diferentes modelos de leilão para evitar os problemas enfrentados anteriormente. “Pretendemos fazer novo leilão de arroz, quem sabe em outros modelos, para se ter garantias de que contrataremos empresas com capacidade técnica e financeira”, afirmou Pretto.

Um dos principais focos será a criação de mecanismos para a avaliação prévia das empresas que desejarem participar do leilão. O ministro Carlos Fávaro destacou a necessidade de garantir que apenas empresas financeiramente sólidas e tecnicamente competentes sejam habilitadas. Este passo é crucial para evitar novos cancelamentos e assegurar que o leilão cumpra seus objetivos de estabilização do mercado e controle da inflação.

Diante das suspeitas de conflitos de interesse e fragilidade financeira das empresas participantes do leilão cancelado, os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário estão trabalhando em conjunto para evitar que a situação se transforme em um escândalo. A inclusão da CGU e AGU no processo é uma medida para aumentar a transparência e restaurar a confiança pública.

DEMISSÃO – Com a saída de Neri Geller, o governo está buscando um novo titular para a Secretaria de Política Agrícola. Wilson Vaz de Araújo, um servidor de carreira com experiência no setor, é um dos principais cotados para assumir o cargo.

A nomeação de um novo secretário é crucial, especialmente com o lançamento iminente do Plano Safra 2024/25, que é essencial para o planejamento e financiamento da próxima safra agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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