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BRASIL

Grupo debate enfrentamento à violência política contra mulheres

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A violência política contra mulheres precisa ser enfrentada, uma vez que é uma constante no cenário político brasileiro, com reflexos até mesmo nas principais questões debatidas atualmente pelo Congresso Nacional.

No lançamento, nesta segunda-feira (5), do Grupo de Trabalho Interministerial responsável por elaborar a Política Nacional de Enfrentamento à violência Política contra as Mulheres, a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, classificou como “esvaziamento” de sua pasta a retirada do poder de homologação de terras de povos originários, devolvida ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“O mesmo ocorreu com a retirada de várias partes importantes do Ministério do Meio Ambiente. A gente vê claramente que foram as mulheres à frente desses ministérios as mais prejudicadas com esse esvaziamento. Isso também não deixa de ser uma violência de gênero”, argumentou.

Os mais prejudicados pelas alterações feitas pelo Legislativo foram os dois dirigidos por mulheres: o Ministério do Meio Ambiente e o das Mulheres.

Os casos foram largamente citados como exemplo de violência política contra mulheres, durante o lançamento do grupo que vai propor uma política de enfrentamento contra a situação.

“Vejam bem essa portaria ministerial. Que ironia. Dos 17 novos ministérios que foram criados, dois sofreram problemas. Os dois são dirigidos por mulheres. Nenhum dos ministérios dirigidos por homens foi mexido. Temos aí uma mensagem’, afirmou a ministra das Mulheres Cida Gonçalves, em seu discurso, referindo-se aos ministérios do Meio Ambiente, que têm à frente Marina Silva; e o dos Povos Indígenas, que tem como ministra Sônia Guajajara.

A retirada das atribuições dos dois ministérios ocorreu em meio às mudanças implementadas pelo Legislativo na medida provisória apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu primeiro dia de governo, visando a reestruturação dos ministérios.

Entre as mudanças no Ministério do Meio Ambiente, foi retirada da pasta a Agência Nacional de Águas (ANA), passando para a supervisão do órgão ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. O MMA perdeu também o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir) e o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh) – os três sistemas passam a ser de responsabilidade do Ministério das Cidades.

O Ministério dos Povos Indígenas deixará de cuidar da homologação de terras de povos originários, devolvida à pasta da Justiça e Segurança Pública.

Criminalização de deputadas

Outro caso citado foi o das ações protocoladas recentemente pelo Partido Liberal (PL) contra seis deputadas, pedindo a perda de mandatos por suposta quebra de decoro.

Cida Gonçalves e Sônia Guajajara classificaram como misoginia a tentativa do presidente do PL, Valdemar Costa Netto, de “criminalizar as mulheres que fizeram protesto contra a aprovação [no dia 24 de maio, na Câmara dos Deputados] do PL 490, que trata do marco temporal”. O termo faz alusão à tese de que os povos indígenas só têm direito às terras que ocupavam em 5 de outubro de 1988, data em que a Constituição Federal foi promulgada. O texto passa agora pela análise do Senado.

“Trata-se de uma tentativa de criminalização dessas seis mulheres que fizeram ali o protesto contra aprovação do marco temporal. É uma forma orquestrada de violência de gênero. Quero prestar a elas minha solidariedade”, disse Guajajara, referindo-se às quatro deputadas do PSol, Sâmia Bonfim (SP), Célia Xakriabá (MG), Talíria Petrone (RJ) e Fernanda Melchionna (RS) e a duas parlamentares do PT,  Érika Kokay (DF) e Juliana Cardoso (SP), citadas na representação apresentada pelo PL.

A representação assinada pelo presidente do PL e já encaminhada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, à Comissão de Ética – acusa as seis deputadas por quebra de decoro por terem chamado deputados favoráveis ao marco temporal de “assassinos do povo indígena”.

A legalidade do marco temporal está sendo analisada também pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A previsão é de que o julgamento sobre sua legalidade seja retomado no dia 7 de junho.

Grupo Interministerial

Coordenado pelo Ministério das Mulheres, o GTI é composto por representantes do Ministério dos Povos Indígenas, Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ministério da Igualdade Racial e Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Entre seus objetivos está o de elaborar a Política Nacional de Enfrentamento à Violência Política Contra as Mulheres.

O trabalho será feito a partir de diagnósticos sobre as situações de violência política contra a mulher em três ações: compilação de dados e de pesquisas nacionais e internacionais disponíveis; elaboração de estudos sobre as situações de violência política e mecanismos para o seu enfrentamento; e mapeamento e consolidação de relatos e experiências de profissionais atuantes no sistema de justiça, Segurança Pública e nos serviços socioassistenciais e de mulheres que vivenciaram situações de violência política.

Fonte: EBC GERAL

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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