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MATO GROSSO

Homem é preso em flagrante com simulacro, porções de maconha e cocaína em Paranatinga

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Um homem de 26 anos foi preso em flagrante neste sábado (01.1), suspeito de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo em Paranatinga (a 380 km de Cuiabá). Na ação, policiais da Companhia Independente de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (RAIO) e Força Tática apreenderam um simulacro de pistola, oito porções entre maconha e cocaína, R$ 750 em espécie, canivete e um caderno contendo anotações de venda de entorpecentes.

Os militares realizavam patrulhamento tático em decorrência da Operação Tolerância Zero quando receberam informações de que o suspeito utilizava uma motocicleta Honda Biz para entregar drogas, na modalidade delivery.

As equipes intensificaram o policiamento no bairro Vila Concórdia e se depararam com uma motocicleta estacionada de frente a uma residência na Rua 10 de Maio, com as mesmas características apresentadas na denúncia.

Durante abordagem, os policiais foram recebidos pela mãe do suspeito, que não soube informar a localização do filho. Em busca veicular, os militares flagraram algumas porções de drogas no baú do veículo. A mulher afirmou desconhecer a origem dos ilícitos.

Em seguida, a testemunha autorizou entrada das equipes até o quarto do suspeito. Em uma cômoda, os policiais encontraram novas porções de drogas e um simulacro de arma de fogo.

Após apreensão do material, as equipes flagraram o homem na região central do município. Questionado sobre a denúncia, ele confessou ser o responsável pela venda e entrega de drogas na região.

O homem foi encaminhado à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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