O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), Herzi Halevi, aprovou “novos planos” para a continuidade da guerra em Gaza, incluindo a previsão de uma operação terrestre em Rafah.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, declarou que apenas os Estados Unidos podem deter o ataque, que constituiria “o maior desastre na história do povo palestino”.
“Apelamos aos Estados Unidos da América para que peçam a Israel que interrompa a operação em Rafah, porque os Estados Unidos são o único país capaz de impedir Israel de cometer este crime”, disse ele em Riad, na Arábia Saudita, onde cumpre agenda no Fórum Econômico Mundial (WEF), onde se encontrará com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken.
Israel, por outro lado, afirma que a entrada é a única forma de vencer a guerra, dada a suposta presença de comandantes no Hamas no local, e já colocou um plano de evacuação em prática.
Uma fonte israelense disse ao jornal Times of Israel que a única forma para evitar o ataque é atingir um acordo para a libertação dos reféns.
“Ninguém quer que Israel entre em Rafah”, admitiu a fonte, afirmando ainda que em sua contraproposta ao Hamas o país judeu fez “grandes concessões”, incluindo para o retorno de palestinos deslocados ao norte da Faixa de Gaza, um dos principais pedidos do grupo fundamentalista islâmico.
Neste domingo (28) foram registrados novos ataques israelenses no centro da Faixa de Gaza. Segundo um porta-voz militar, ataques aéreos atingiram “dezenas de alvos terroristas, incluindo infraestruturas, locais de lançamento, terroristas armados e postos de observação”.
Depois dos ataques surpresas do Hamas (que controla Gaza) a Israel, o país judeu promoveu um cerco total a Gaza, impedindo a entrada de alimentos, água, medicamentos, combustível, energia elétrica e outros itens básicos, além de impedir a saída de pessoas.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.