Suposto túnel do Hamas embaixo de hospital de Gaza divulgado pelas Forças Israelenses no fim do ano passado
As Forças Armadas de Israel (FDI) descobriram um túnel de mais de 10 metros na Faixa de Gaza onde os corpos de quatro reféns do Hamas foram encontrados na última semana. O local estava escondido em meio aos escombros do campo de refugiados de Jabalia e tinha a entrada em uma das casas, embaixo de um tapete velho e uma porta metálica.
“Não sabíamos que havia uma cova ali”, disse o tenente-coronel Almong Rotem ao portal Israel Hayom. “Quem encontrou foi o líder da equipe, o sargento Roy Beit Yaakov. A equipe dele havia completado o objetivo no local, mas ele decidiu permanecer naquela casa. Investigou mais profundamente, moveu alguns móveis e descobriu o espaço. Depois, comunicou os parceiros pelo rádio, e na sequência engenheiros de combate subterrâneo de elite foram enviados à casa para a inspeção.”
“Conseguimos recuperar quatro corpos de reféns, foi uma conquista significativa”, acrescentou Rotem. “Ninguém está mais orgulhoso do que nós por tê-los trazido para sepultamento em Israel. É triste encontrar um corpo no lugar de uma pessoa viva, mas saber que há quatro famílias israelenses que suportaram oito meses de incertezas, e que pudemos lhes proporcionar um pouco de consolo em meio a este pesadelo, é uma boa sensação. Continuaremos arriscando nossas vidas para defender o Estado e seus cidadãos, pelo tempo que for necessário.”
Entre as vítimas encontradas nessa sexta-feira (24) estava o corpo da DJ alemã Shani, uma das primeiras reféns a ser identificada. As imagens da jovem viralizaram e sua mãe, Ricarda Louk, confirmou que era ela quem aparecia em um vídeo seminua e sendo levada pelos membros do Hamas na traseira de uma caminhonete. Nas imagens, que chocaram ao redor do mundo, um dos homens aparecia cuspindo sobre o corpo dela.
À época, a tia da jovem chegou a dizer que um pedaço do crânio de Shani foi encontrado no local da rave que foi alvo do ataque do Hamas. Especialistas analisaram o material genético e comprovaram que era dela, de acordo com o Wall Street Journal . Depois de outras análises, o Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou a morte da mulher em postagem nas redes sociais.