O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu falou sobre a situação na Faixa de Gaza após militares israelenses terem cercado todo o território na última semana. O premiê afirmou que “não pretende conquistar Gaza”, em entrevista à Fox News na noite de quinta-feira (9).
O premiê declarou ainda que os rumores sobre querer ocupar Gaza e a Cisjordânia, fazendo com que os palestinos saiam do território, é inverídico. “Não procuramos deslocar ninguém”, disse Netanyahu.
Ele justifica dizendo que o objetivo da retirada da população do norte de Gaza é para colocar os civis em segurança. Isso ocorre porque, segundo as Forças Israelenses, o centro de operação do Hamas fica no norte da região, e as operações militares são mais intensas nessa área.
Para Netanyahu, a intenção é fazer com que o Hamas saia de Gaza. “O que temos de ver é Gaza desmilitarizada, desradicalizada e reconstruída. Tudo isso pode ser alcançado”, continuou.
“Não pretendemos conquistar Gaza. Não pretendemos ocupar Gaza. E não pretendemos governar Gaza”, acrescentou o premiê israelense. Ele não indicou que a Autoridade Palestina, que governa a Cisjordânia, também comandaria o território de Gaza. Netanyahu afirmou que pretende “encontrar um governo civil que esteja lá”.
Mais de um mês de guerra
Após mais de um mês de conflito entre Israel e Hamas, o número de mortos chega a 11,7 mil . Somente em Gaza, os mortos somam 10.569. Em Israel, são 1.400 vítimas, segundo o balanço do Ministério da Saúde palestino.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.