Kamikawa conversou com o ministro iraniano Hossein Abdollahian por telefone nesta terça, de acordo com a agência de notícias Reuters . Na ocasião, eles concordaram em cooperar para melhorar a ajuda humanitária à Gaza, informou o Ministério das Relações Exteriores japonês em comunicado.
“As Forças Armadas do Irã não se envolverão, desde que o ‘apartheid israelense’ não se atreva a atacar o Irã, os seus interesses e os nacionais. A frente de resistência pode se defender”, disse ele à Reuters .
Segundo a ministra do Japão, cerca de 900 cidadãos japoneses estão em Israel e nos territórios palestinos atualmente. O vice-secretário-chefe de gabinete, Hideki Murai, afirmou que o governo do país pretende repatriá-los na segunda metade desta semana.
A ofensiva no Oriente Médio começou após o Hamas realizar um ataque surpresa em Israel no último dia 7. Na ocasião, o grupo radical bombardeou o sul israelense com mais de 5 mil foguetes. Além do ataque aéreo, militantes do grupo se infiltraram em território israelense por água e terra, em uma incursão sem precedentes com homens armados no sul do país.
Depois disso, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou guerra ao grupo.
Após o fim do prazo dado pelo país, o Exército israelense intensificou os ataques contra Gaza, em contraofensiva.
De acordo com a agência da ONU que apoia os refugiados palestinos (UNRWA), em torno de 1 milhão de moradores de Gaza deixaram suas casas fugindo dos ataques. No sul da Faixa de Gaza, a situação já é “insuportável”, segundo a ONU, com famílias chegando a abrigos que não têm alimento, eletricidade, remédios e outros itens básicos para recepcioná-las.