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MATO GROSSO

Jogos Escolares e Jogos Estudantis Mato-grossenses mobilizaram mais de 15 mil atletas em todo Estado

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A edição 2025 dos Jogos Escolares e Jogos Estudantis Mato-grossenses mobilizou mais de 15 mil jovens atletas, fomentando a prática de atividades esportivas praticamente durante todo o ano. Com investimentos de mais de 5,5 milhões, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) envolveu municípios de todas as regiões de Mato Grosso nas competições.

“É uma grande logística que vale a pena porque conseguimos atingir todo o Estado. Além de incentivar a prática esportiva, proporcionamos a vivência desses jovens em um grande evento, com alimentação de qualidade, arbitragem qualificada, materiais esportivos oficiais, sem contar a integração”, menciona o superintendente de Eventos Esportivos da Secel, Marcelo Cruz.


De abril a junho, dez regiões esportivas receberam as etapas regionais das modalidades coletivas de basquetebol, futsal, handebol e voleibol. Nesse período, 945 equipes femininas e masculinas competiram pelos títulos regionais, que garantiram as vagas para as etapas estaduais.

Foram cerca de dez mil atletas de 12 a 17 anos, reunidos durante uma semana nos municípios que sediaram cada fase regional, sendo: Campo Verde, Tangará da Serra, Juína, Comodoro, Jaciara, Araputanga, Nova Mutum, Alta Floresta, Vila Rica e Barra do Garças.

Já a etapa estadual das modalidades coletivas contou com 188 equipes e seleções que se consagraram campeãs em suas respectivas regiões, abrangendo mais de dois mil atletas. As disputas dos Jogos Estudantis, com atletas de 15 a 17 anos, ocorreram de 10 a 16 de julho, em Lucas do Rio Verde; e as dos Jogos Escolares, com atletas de 12 a 14 anos, foram realizadas de 1 a 7 de agosto, em Sorriso.

No mês de julho chegou também a vez dos atletas das modalidades individuais competirem pelos títulos estaduais. Dividida em duas partes, que foram sediadas em Várzea Grande e em Lucas do Rio Verde, as competições reuniram mais de três mil estudantes em disputas nas modalidades de atletismo, ginásticas, natação, taekwondo, wrestling, karatê, tiro com arco, badminton, ciclismo, judô, tênis de mesa, vôlei de praia e xadrez.


As competições escolares não pararam por aí. Após conquistarem os títulos de campeões e campeãs mato-grossenses, os atletas representaram Mato Grosso nas competições nacionais de sua faixa etária, com as viagens custeadas pelo Governo do Estado.

Entre os dias 10 e 25 de setembro, 225 estudantes com idades entre 15 e 17 anos competiram nos Jogos da Juventude, realizados em Brasília (DF). Reconhecida como uma das principais portas de entrada para novos talentos no esporte olímpico, a competição nacional é organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).

E entre os dias 5 a 27 de outubro, 216 estudantes de 12 a 14 anos disputaram os Jogos Escolares Brasileiros, em Uberlândia (MG), que são realizados pela Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE).

Para os dois destinos, os investimentos da Secel chegaram a quase R$ 500 mil, assegurando as viagens dos atletas, que foram divididas em blocos de acordo com as modalidades.

“É uma satisfação saber que os investimentos públicos possibilitaram tantas vivências esportivas a alunos/atletas de todo o Estado. Agradecemos a todos que confiaram no poder transformador do esporte, aos municípios participantes, e à parceria dos municípios-sedes na realização dos Jogos Escolares e Estudantis. Seguimos juntos”, celebra o secretário da Secel, David Moura.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Judiciário articula rede de empregabilidade para pessoas privadas de liberdade e egressas

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O fortalecimento da ressocialização por meio do trabalho ganhou mais um importante capítulo em Mato Grosso. Na manhã desta segunda-feira (18), representantes do Poder Judiciário, Executivo estadual, empresários, instituições e atores da sociedade civil participaram, no Auditório Desembargador Gervásio Leite, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), de uma reunião estratégica que antecede o lançamento oficial do projeto Emprega Lab no estado, o primeiro da região Centro-Oeste.

A iniciativa é resultado de articulações conduzidas pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (GMF/TJMT), em conjunto com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O projeto integra a estratégia nacional Pena Justa – Emprega e busca ampliar oportunidades de trabalho e qualificação profissional para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional.

Supervisor do GMF/TJMT, o desembargador Orlando Perri destacou que a ressocialização precisa estar diretamente ligada à geração de oportunidades reais de trabalho e capacitação.

“Eu tenho defendido e pregado que a ressocialização passa necessariamente pelo trabalho, pela profissionalização. Então, é preciso que nós levemos trabalho para dentro das unidades prisionais. Nós queremos o preso ressocializado e não reincidindo aqui fora”, afirmou.

Mato Grosso como território-piloto

O estado foi escolhido como território-piloto nacional por reunir condições institucionais e operacionais consideradas estratégicas para a implementação do projeto. A proposta prevê a criação de uma metodologia que poderá ser replicada em outros estados brasileiros, articulando Poder Judiciário, Executivo e setor produtivo para garantir empregabilidade dentro e fora do sistema prisional.

Coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do CNJ (DMF/CNJ), o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) Luís Geraldo Sant’Ana Lanfredi ressaltou o simbolismo do momento.

“Hoje não é um dia qualquer. Nós estamos aqui lançando o primeiro Emprega Lab nacional. O Emprega Lab é um hub de oportunidades, o lugar onde nós vamos trabalhar as estratégias de empregabilidade do sistema prisional. O que nós estamos tentando disseminar é que essas pessoas possam se educar pelo trabalho e, mais do que isso, possam ganhar um novo ofício, uma nova oportunidade para a vida. Isso é segurança pública”, destacou.

União entre instituições e iniciativa privada

O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho ressaltou que Mato Grosso já vem desenvolvendo políticas voltadas à empregabilidade no sistema penitenciário e que a chegada do Emprega Lab fortalece esse caminho.

“O foco hoje da Secretaria de Justiça é a questão de emprego dentro do sistema penitenciário. Acho que veio a coincidir esse momento político aqui do estado com o lançamento do primeiro Emprega Lab no Brasil”, afirmou.

Atualmente, Mato Grosso possui cerca de 16,5 mil pessoas privadas de liberdade, sendo aproximadamente três mil já inseridas em atividades laborais. A meta do programa é ampliar significativamente esse número nos próximos anos.

Presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles explica que a Fundação Nova Chance já atua em 36 municípios, mantém 392 termos de intermediação e acompanha aproximadamente três mil pessoas trabalhando atualmente.

“O emprego ajuda tanto quem está lá dentro do cárcere, quanto sua família lá fora. O trabalho ajuda a diminuir a reincidência”, pontuou.

Experiências que já dão resultado

A reunião também contou com relatos de empresários que já desenvolvem projetos de inclusão produtiva com pessoas privadas de liberdade. Empresário de Sinop, Carlos Cairo Montemezzo compartilhou a experiência positiva da integração entre trabalhadores contratados pelo regime CLT e mão de obra prisional.

“A integração acontece naturalmente quando o apenado percebe que pode voltar ao mercado de trabalho normal. A profissionalização, a qualificação e o olhar para a família fazem toda a diferença nesse processo”, relatou.

Atualmente, a empresa possui cerca de 65 Pessoas Privadas de Liberdade (PPLs) trabalhando e projeta ampliar esse número para 150 nos próximos meses.

Também participaram da reunião a juíza federal e coordenadora do eixo Trabalho e Renda do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Maria Rosi Meira Borba; o coordenador do GMF/TJMT, juiz Geraldo Fernandes Fidélis Neto; a juíza Edna Ederli Coutinho; e o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Jean Carlos Gonçalves.

O que é o Emprega Lab

O Emprega Lab faz parte da estratégia Pena Justa – Emprega e funcionará como uma instância estadual de governança voltada à formulação de estratégias de empregabilidade para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional. A proposta envolve a criação de oportunidades por meio do emprego formal, empreendedorismo, cooperativismo e economia criativa.

A iniciativa é articulada nacionalmente pelo CNJ, em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Ministério Público do Trabalho (MPT). Entre as metas estabelecidas está alcançar, gradativamente, pelo menos 50% da população privada de liberdade inserida em atividades laborais.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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