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MATO GROSSO

Justiça Restaurativa realiza Círculos de Construção de Paz em escola rural do Estado

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Os Círculos de Construção de Paz realizados pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) do Tribunal de Justiça, na Escola Estadual Santa Claudina, no Distrito de Mimoso, do município de Santo Antônio de Leverger (108 Km da Capital), reuniu cerca de 233 participantes, entre estudantes e profissionais do ensino.
 
Durante dois dias, os facilitadores do Nugjur proporcionaram momentos de reflexão, convivência e integração entre a comunidade escolar. As sessões foram desenvolvidas em ambientes diferentes, onde os estudantes e os profissionais fizeram os círculos separadamente.
 
De acordo com Rauny Viana, gestor administrativo do NugJur, os Círculos de Construção de Paz são uma metodologia estruturada de facilitação de diálogo, trabalhando intencionalmente na criação de um espaço seguro para discutir problemas desafiantes ou dolorosos, a fim de melhorar os relacionamentos e resolver diferenças.
 
ssa prática circular é uma experiência vivencial baseada na suposição de que cada participante do círculo tem igual valor e dignidade, garantindo vez e voz a cada um de forma horizontal. Assim, a mudança é algo inerente ao ser humano quando propiciado a olhar os problemas considerados ‘seus e dos outros’ por outro prisma, gerando, dessa forma, empatia e reconhecimento na verdade do outro.
 
O gestor do Nugjur, que contou com a participação das facilitadoras Juliany Santos Ferreira Otano e Sandra Maria da Costa Félix, diz que a constatação das mudanças ocorre com o trabalho continuo, uma vez que o resultado é imensurável, tendo em vista que cada um reage individualmente de acordo com as relações humanas vivenciadas.
 
Rauny Viana esclareceu que nos Círculos de Construção de Paz, que proporcionam o diálogo estruturado a cada participante, permitindo vez e voz em igual medida, os participantes são convidados e não obrigados a expor o seu ‘eu verdadeiro’.
 
O evento na escola rural de Mimoso faz parte da parceria entre o Nugjur e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). As facilitadoras são professoras estaduais e atuaram, sob orientação do Nugjur, da segunda etapa do curso de formação em Círculos de Construção de Paz.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagens: Foto 1: imagem colorida em formato quadrado de estudantes e facilitadores durante sessão do Círculos de Construção de Paz, tendo ao chão objetos e materiais utilizados na dinâmica. Foto 2: imagem colorida em formato retangular de professores e demais profissionais do ensino durante Círculos de Construção de Paz, tendo no chão, no centro da sala, objetos e materiais utilizados na sessão. Foto 3 – imagem colorida em formato vertical das mãos de estudantes durante sessão do Círculos de Construção de Paz.
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

Projeto de jiu-jitsu fortalece protagonismo e identidade cultural de estudantes indígenas em Brasnorte

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A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.

Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.

Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.

De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.

“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.

Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.

Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.

Fonte: Governo MT – MT

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