O líder norte-coreano Kim Jong-un apelou ao fortalecimento nuclear e avisou que não hesitará em “aniquilar” a Coreia do Sul, o “principal inimigo” do país, informou a agência de notícias oficial KCNA nesta quarta-feira (10).
A declaração foi dada durante uma visita do ditador a várias fábricas de armas e munições na Coreia do Norte, acompanhado por altos funcionários do partido e do Exército.
Segundo a agência, Kim declarou que a prioridade de Pyongyang deve ser “fortalecer, em primeiro lugar, as capacidades militares de autodefesa e dissuasão nuclear”.
Além disso, afirmou que seu país não iniciará um conflito “unilateralmente”, mas também “não pretende evitar uma guerra”.
“Se a Coreia do Sul usar as suas forças armadas contra a Coreia do Norte ou ameaçar a sua soberania e segurança, não hesitaremos em aniquilá-la”, garantiu.
As duas Coreias ainda estão tecnicamente em guerra desde o fim do conflito em 1953, que terminou com um armistício e não com um tratado de paz. Durante mais de 70 anos, a península viveu períodos alternados de altas tensões e relativo relaxamento. No entanto, atualmente, a relação está no nível mais baixo em décadas.
No ano passado, a Coreia do Norte assinou o seu estatuto de potência nuclear e lançou vários mísseis balísticos intercontinentais, em violação das resoluções das Nações Unidas.
Os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão também acusam Pyogyang de violar as sanções internacionais ao enviar mísseis para a Rússia, país em guerra com a Ucrânia.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.