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Agronegócio

Lavouras de Mato Grosso podem ter prejuízos acima dos 20% estimados pela Aprosoja

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É preocupante a situação das lavouras em Mato Grosso. Na semana passada a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) já havia revisado suas estimativas e projetando uma perda de 20% na safra de soja de 2024 e considerou a pior quebra da história da produção de soja no Estado.

Se confirmado esse prognóstico, a colheita estadual estimada é de 36,15 milhões de toneladas, uma redução de 9,16 milhões de toneladas em comparação com a safra anterior de 2022/23.

Porém, o que está tirando o sono dos produtores, é que as condições adversas pode ampliar essas perdas, com áreas já apresentando perdas irreversíveis e casos de replantio recordes.

Relatos de produtores de diversas regiões do estado denunciam a gravidade da situação. Em Campos de Júlio, por exemplo, as primeiras áreas colhidas demonstram uma média de apenas 7,5 a 20 sacas por hectare, muito aquém do esperado inicialmente. Segundo Tiago Daniel Comiran, produtor rural da região, cerca de 20% da produtividade total já foi perdida e a ausência de chuvas regulares pode agravar ainda mais essa queda.

O cenário de seca é preocupante não apenas em Campos de Júlio, mas também em cidades como Diamantino, Canarana, Alto Paraguai, Sorriso e Água Boa, que já tiveram decretos de estado de emergência devido às condições climáticas desfavoráveis. As imagens vindas dessas regiões mostram campos de soja devastados pela falta de chuvas e altas temperaturas, resultando em perdas significativas na produção esperada.

Segundo Felippe Reis, analista de safra da EarthDaily Agro, o verão pode trazer alguma melhora, mas as chuvas previstas podem não ser suficientes para reverter a situação, pois a umidade no solo permanece inadequada. As altas temperaturas e a falta de precipitação têm contribuído para o cenário preocupante, com diversas regiões da zona de cultivo de soja enfrentando problemas sérios desde outubro.

A situação é tão crítica que alguns produtores, como os da região de Tapurah, questionam a viabilidade da colheita, com áreas extensas já comprometidas e sem perspectiva de recuperação. Em Nova Xavantina, já se observa uma perda de 20% na produção, e o quadro pode piorar se as previsões ruins para dezembro e janeiro se concretizarem.

Com informações do Notícias Agrícolas

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Alta dos insumos e eventos climáticos ampliam pressão sobre o agronegócio

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O avanço dos custos de produção e a maior frequência de eventos climáticos extremos estão entre os principais desafios enfrentados pelo agronegócio mineiro em 2026. A avaliação é de que o setor convive simultaneamente com os reflexos das tensões geopolíticas internacionais, que afetam o mercado global de insumos, e com fenômenos climáticos cada vez mais imprevisíveis, capazes de comprometer a produtividade no campo.

Segundo dados apresentados durante evento realizado em Belo Horizonte, os custos dos insumos agrícolas acumularam alta de cerca de 70% desde 2019. O aumento atinge diretamente a rentabilidade dos produtores rurais e acaba repercutindo ao longo da cadeia, influenciando os preços dos alimentos que chegam ao consumidor.

A pressão sobre os custos ocorre em um contexto de forte dependência de fertilizantes e outros insumos importados. Conflitos internacionais, restrições comerciais e oscilações nos mercados globais têm provocado instabilidade nos preços e aumentado a preocupação de produtores e entidades do setor.

Diante desse cenário, uma das apostas para reduzir a vulnerabilidade das propriedades rurais tem sido a ampliação do uso de bioinsumos e o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições brasileiras. A estratégia busca diminuir a dependência de produtos importados e aumentar a eficiência produtiva das lavouras.

O incentivo ao uso de variedades mais resistentes também integra esse movimento. A expectativa é que cultivares com maior tolerância a estresses climáticos e menor exigência de determinados insumos possam contribuir para reduzir custos e ampliar a resiliência das atividades agrícolas.

Minas Gerais ocupa posição de destaque na agropecuária nacional, com forte participação em cadeias como café, leite, batata, citros e diversas outras culturas. Essa diversidade produtiva ajuda a distribuir riscos e fortalece a participação do agronegócio na economia estadual.

Nos últimos anos, o setor registrou crescimento das exportações e ampliou sua contribuição para a geração de renda e empregos. Ainda assim, produtores continuam enfrentando desafios relacionados ao acesso ao crédito, à incorporação de novas tecnologias e à gestão das propriedades diante de um ambiente de negócios cada vez mais complexo.

Entre as preocupações mais imediatas está a influência do clima sobre as lavouras. Em regiões produtoras de café, episódios recentes de chuva de granizo têm gerado apreensão entre agricultores devido ao potencial de danos às plantações. Além das perdas diretas, eventos desse tipo aumentam a incerteza sobre a produção e podem afetar a qualidade dos grãos.

A combinação entre custos elevados e instabilidade climática reforça a necessidade de investimentos em inovação, pesquisa e gestão de risco. Para especialistas do setor, a capacidade de adaptação será cada vez mais determinante para manter a competitividade da agropecuária brasileira nos próximos anos.

Mesmo diante das dificuldades, o agronegócio segue como um dos principais motores da economia mineira. A expectativa é que o avanço de tecnologias, a adoção de práticas sustentáveis e a busca por maior eficiência produtiva permitam ao setor enfrentar um cenário marcado por desafios globais e mudanças cada vez mais rápidas no ambiente de produção.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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