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Política Nacional

Lira diz que nunca falou com Lula sobre cargos para o centrão

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Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados
Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados

Arthur Lira (PP), presidente da Câmara dos Deputados , afirmou que o centrão não busca por cargos. O parlamentar disse ainda que as conversas que tem com o  presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não passaram por isso, nunca falei de cargos com o presidente Lula”.

A declaração de Lira foi dada em entrevista à GloboNews na noite da última quinta-feira (16).

O deputado também defendeu o centrão e pediu ao grupo de partidos do Brasil não virar uma Argentina, referindo-se à crise econômica que o país vizinho se encontra.

“Os partidos de centro existiram a vida toda, o Brasil não virou uma Argentina por ter partidos de centro para equilibrar entre os extremos. Cada centro ou centrão têm suas características, a nossa nunca foi de cargos. Nós não tivemos isso no governo anterior, não tivemos isso em muitos governos”, afirmou Arthur Lira.

Ainda, o deputado afirmou que o Planalto ainda enfrenta resistência no Congresso . Na semana passada, ele havia dito que o governo não tinha votos “para enfrentar matérias de maioria simples, quanto mais matéria de quórum constitucional”. 

“Nota-se o esforço que o governo fez de atrair partidos políticos para a sua base. Naquele momento (da declaração anterior), e ainda, o governo tem dificuldades de apoio no Congresso Nacional. Na Câmara, mais. Mas o governo tem avançado”, declarou Lira.

Orçamento público

Neste ano, Lula aumentou a fatia do orçamento público controlada pelos deputados e senadores.

O valor entregue ao Congresso foi maior do que as verbas destinadas por Jair Bolsonaro (PL) no primeiro ano de mandato.

Lula reservou 46 bilhões reais do caixa exclusivo para financiar projetos de pequenas obras e serviços indicados por parlamentares federais, via emendas ao orçamento.

Este valor é 172% maior do que a quantia de Bolsonaro ao Congresso em 2019, quando ele reservou 17 bilhões. 

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Lula demite Silvio Almeida após denúncias de assédio sexual

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu na noite desta sexta-feira (6) demitir o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, depois das denúncias de assédio sexual. 

“O presidente considera insustentável a manutenção do ministro no cargo considerando a natureza das acusações de assédio sexual”, informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em nota.

A Polícia Federal abriu investigação sobre o caso. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República também abriu procedimento preliminar para esclarecer os fatos.

“O governo federal reitera seu compromisso com os Direitos Humanos e reafirma que nenhuma forma de violência contra as mulheres será tolerada”, completou a nota. 

Silvio Almeida estava à frente do ministério desde o início de janeiro de 2023. Advogado e professor universitário, ele se projetou como um dos mais importantes intelectuais brasileiros da atualidade ao publicar artigos e livros sobre direito, filosofia, economia política e, principalmente, relações raciais.

Seu livro Racismo Estrutural (2019) foi um dos dez mais vendidos em 2020 e muitos o consideram uma obra imprescindível para se compreender a forma como o racismo está instituído na estrutura social, política e econômica brasileira. Um dos fundadores do Instituto Luiz Gama, Almeida também foi relator, em 2021, da comissão de juristas que a Câmara dos Deputados criou para propor o aperfeiçoamento da legislação de combate ao racismo institucional.

Acusações

As denúncias contra o ministro Silvio Almeida foram tornadas públicas pelo portal de notícias Metrópoles na tarde desta quinta-feira (5) e posteriormente confirmadas pela organização Me Too. Sem revelar nomes ou outros detalhes, a entidade afirma que atendeu a mulheres que asseguram ter sido assediadas sexualmente por Almeida.

“Como ocorre frequentemente em casos de violência sexual envolvendo agressores em posições de poder, essas vítimas enfrentam dificuldades em obter apoio institucional para validação de suas denúncias. Diante disso, autorizaram a confirmação do caso para a imprensa”, explicou a Me Too, em nota.

Segundo o site Metrópoles, entre as supostas vítimas de Almeida estaria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto.

Horas após as denúncias virem a público, Almeida foi chamado a prestar esclarecimentos ao controlador-geral da União, Vinícius Carvalho, e ao advogado-geral da União, Jorge Messias. A Comissão de Ética da Presidência da República decidiu abrir procedimento para apurar as denúncias. A Secretaria de Comunicação Social (Secom) informou, em nota, que “o governo federal reconhece a gravidade das denúncias” e que o caso está sendo tratado com o rigor e a celeridade que situações que envolvem possíveis violências contra as mulheres exigem”. A Polícia Federal (PF) informou hoje que vai investigar as denúncias.

Em nota divulgada pela manhã, o Ministério das Mulheres classificou como “graves” as denúncias contra o ministro e manifestou solidariedade a todas as mulheres “que diariamente quebram silêncios e denunciam situações de assédio e violência”. A pasta ainda reafirmou que nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada e destacou que toda denúncia desta natureza precisa ser investigada, “dando devido crédito à palavra das vítimas”.

Pouco depois, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, publicou em sua conta pessoal no Instagram uma foto sua de mãos dadas com Anielle Franco. “Minha solidariedade e apoio a você, minha amiga e colega de Esplanada, neste momento difícil”, escreveu Cida na publicação.

Fonte: EBC Política Nacional

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queiroz

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