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BRASIL

Lula critica “mentalidade da Guerra Fria” e defende África no G20

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da Sessão I do Diálogo de Amigos do BRICS
Ricardo Stuckert/PR – 24.08.2023

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da Sessão I do Diálogo de Amigos do BRICS

Durante o encerramento da cúpula do Brics nesta quinta (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o mundo é mais complexo que “a mentalidade de Guerra Fria”, ecoando falas recentes de Xi Jinping, presidente da China, que havia usado o termo durante a Cúpula em Johanesburgo em menção ao G7, grupo que tem sua maior influência através dos Estados Unidos.

Xi fazia uma crítica à formação do que chamou de “grupos fechados”, referência aos fóruns controlados pelo Ocidente. A declaração do mandatário brasileiro ocorre após o grupo ter decidido a adesão de seis países ao bloco: Argentina, Egito, Irã, Etiópia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Atualmente, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul compõem o Brics.

“Em vez de aderir à lógica da competição, que impõe alinhamentos automáticos e fomenta desconfianças, temos de fortalecer nossa colaboração”, apontou Lula. “Neste mundo em transição, o Brics oferece soluções criativas aos desafios que enfrentamos”. Além dos membros plenos, o último dia de Cúpula teve a participação de dezenas de outros chefes de Estado convidados.

Brasil na presidência do G20

Lula também encerrou assegurando que, quando o país assumir a presidência do G20, levará os problemas das desigualdades para o centro da discussão internacional, demonstrando apoio ao ingresso da África do Sul. O Brasil assume a presidência do G20 no dia 1º de dezembro de 2023, pelo período de um ano.

“O sinal mais evidente de que o planeta está se tornando um país mais desigual é o crescimento da fome e da pobreza, isso é inaceitável”, frisou o presidente. “O Brasil quer recolocar a redução das desigualdades no centro da agenda internacional, não podemos fazer isso sem representatividade da África, por isso defendemos o ingresso da união africana como membro do G20”, complementou.

O líder brasileiro também condenou a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo ele, ela teria sido responsável pela regressão das pautas sociais e ambientais no mundo desde sua criação, em 2015.

“Quando adotada, a Agenda 2030 traçava uma rota para um futuro melhor. Hoje, metade das metas está atrasada e houve estagnação ou retrocesso em quase um terço delas. A insegurança alimentar regrediu para os patamares de 2005”, afirmou.

Fonte: Nacional

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BRASIL

Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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queiroz

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