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Economia

Lula elogia Desenrola: ‘Só rico gosta de dever muito’

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Lula elogia programa de renegociação de dívidas
Ricardo Stuckert/PR

Lula elogia programa de renegociação de dívidas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (18), em sua live semanal, que “só quem gosta de dever muito é rico”. Lula fez o comentário enquanto comentava sobre o programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil , que começou a funcionar nesta semana.

“Antigamente, a gente comprava por caderneta. E quando a gente devia, a gente não tinha nem coragem de passar na frente do bar, da padaria, do supermercado que a gente comprava. Porque pobre não gosta de dever, pobre gosta de pagar aquilo que deve. Todo mundo quer andar de cara limpa, todo mundo quer entrar em qualquer lugar de cabeça erguida, alegre, porque não está devendo”, disse Lula.

“Só quem gosta de dever muito é rico. Tem um ditado que diz que rico tem duas alegrias: uma quando toma dinheiro emprestado e outra quando não paga. O pobre tem duas tristezas: ele não pode tomar dinheiro emprestado e, quando ele toma, ele não pode pagar”, completou o presidente.

Lula ainda disse acreditar que, se der certo, o Desenrola será “uma coisa excepcional”. “Se der certo isso, a gente vai salvar no mínimo 72% da população brasileira que está endividada, e vai permitir que essa gente possa voltar para o mercado de consumo, porque todo mundo sempre tem uma coisinha para comprar”, afirmou.

“Eu até brinquei com o Haddad, eu falei: Haddad, se isso der certo como você está dizendo, você vai ter que ganhar, junto com sua equipe econômica e mais quem propôs isso, um prêmio Nobel da desenrolação”, brincou o presidente.

Lula aproveitou sua live semanal para aconselhar a população a organizar as finanças antes de fazer novas dívidas. “Ninguém pode gastar o que não tem. Se quiser fazer uma dívida, você tem que saber se ela cabe dentro do seu orçamento”, orientou o presidente.

Desenrola Brasil

A primeira etapa do Desenrola já está em operação em todo o país. Nela, são contempladas as pessoas da chamada Faixa 2, com salários de até R$ 20 mil e dívidas contraídas até 31 de dezembro do ano passado.

Pessoas desse grupo podem realizar as renegociações diretamente com os bancos , que oferecem descontos e condições especiais. Além disso, dívidas bancárias de até R$ 100 já estão sendo desnegativadas .

Em setembro, está prevista para ter início a segunda fase do desenrola. Nela, serão contempladas pessoas da chamada Faixa 1, destinada a quem recebe até dois salários mínimos ou está inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e tem dívidas de até R$ 5 mil.

Além de dívidas com bancos, essa segunda etapa também permitirá a renegociação de dívidas com outras empresas credoras, como varejistas. A população da Faixa 1 poderá acessar todas as suas dívidas em um aplicativo do Desenrola , onde poderá obter descontos e escolher uma forma para quitar ou parcelar os débitos.

Fonte: Economia

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Economia

Brasileiros ainda não sacaram R$ 8,56 bi de valores a receber

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Os brasileiros ainda não sacaram R$ 8,56 bilhões em recursos esquecidos no sistema financeiro até o fim de julho, divulgou nesta sexta-feira (6) o Banco Central (BC). Até agora, o Sistema de Valores a Receber (SVR) devolveu R$ 7,67 bilhões, de um total de R$ 16,23 bilhões postos à disposição pelas instituições financeiras.

As estatísticas do SVR são divulgadas com dois meses de defasagem. Em relação ao número de beneficiários, até o fim de julho, 22.201.251 correntistas haviam resgatado valores. Apesar de a marca ter ultrapassado os 22 milhões, isso representa apenas 32,8% do total de 67.691.066 correntistas incluídos na lista desde o início do programa, em fevereiro de 2022.

Entre os que já retiraram valores, 20.607.621 são pessoas físicas e 1.593.630, pessoas jurídicas. Entre os que ainda não fizeram o resgate, 41.878.403 são pessoas físicas e 3.611.412, pessoas jurídicas.

A maior parte das pessoas e empresas que ainda não fizeram o saque tem direito a pequenas quantias. Os valores a receber de até R$ 10 concentram 63,01% dos beneficiários. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 25,32% dos correntistas. As quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 9,88% dos clientes. Só 1,78% tem direito a receber mais de R$ 1 mil.

Depois de ficar fora do ar por quase um ano, o SVR foi reaberto em março de 2023, com novas fontes de recursos, um novo sistema de agendamento e a possibilidade de resgate de valores de pessoas falecidas. Em julho, foram retirados R$ 280 milhões, alta em relação ao mês anterior, quando tinham sido resgatados R$ 270 milhões.

Melhorias

A atual fase do SVR tem novidades importantes, como impressão de telas e de protocolos de solicitação para compartilhamento no WhatsApp e inclusão de todos os tipos de valores previstos na norma do SVR. Também haverá uma sala de espera virtual, que permite que todos os usuários façam a consulta no mesmo dia, sem a necessidade de um cronograma por ano de nascimento ou de fundação da empresa.

Além dessas melhorias, há a possibilidade de consulta a valores de pessoa falecida, com acesso para herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. Assim como nas consultas a pessoas vivas, o sistema informa a instituição responsável pelo valor e a faixa de valor. Também há mais transparência para quem tem conta conjunta. Se um dos titulares pedir o resgate de um valor esquecido, o outro, ao entrar no sistema, conseguirá ver as informações: como valor, data e CPF de quem fez o pedido.

Expansão

Desde a última terça-feira (3), o BC permite que empresas encerradas consultem valores no SVR. O resgate, no entanto, não pode ser feito pelo sistema, com o representante legal da empresa encerrada enviando a documentação necessária para a instituição financeira.

Como a empresa com CNPJ inativo não tem certificado digital, o acesso não era possível antes. Isso porque as consultas ao SVR são feitas exclusivamente por meio da conta Gov.br.

Agora o representante legal pode entrar no SVR com a conta pessoal Gov.br (do tipo ouro ou prata) e assinar um termo de responsabilidade para consultar os valores. A solução aplicada é semelhante ao acesso para a consulta de valores de pessoas falecidas.

Fontes de recursos

No ano passado, foram incluídas fontes de recursos esquecidos que não estavam nos lotes do ano passado. Foram acrescentadas contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas, contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas e outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.

Além dessas fontes, o SVR engloba os seguintes valores, já disponíveis para saques no ano passado. Eles são os seguintes: contas-corrente ou poupança encerradas; cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito; recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados; tarifas cobradas indevidamente; e parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente.

Golpes

O Banco Central aconselha o correntista a ter cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos. O órgão ressalta que todos os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos, que não envia links nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.

O BC também esclarece que apenas a instituição financeira que aparece na consulta do Sistema de Valores a Receber pode contatar o cidadão. O órgão também pede que nenhum cidadão forneça senhas e esclarece que ninguém está autorizado a fazer tal tipo de pedido.

Fonte: EBC Economia

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queiroz

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