O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira (4) que o país está em busca de “construir consensos” e tem a intenção de “recuperar Essequibo”.
A Guiana, país que atualmente detém controle sobre a região, reagiu com preocupação ao resultado. O vice-presidente guianense, Bharrat Jagdeo, afirmou que estão se preparando para o pior e buscando reforçar a “cooperação de defesa” com parceiros para proteger a integridade territorial.
Internacionalmente, o Departamento de Estado dos Estados Unidos expressou apoio a uma resolução pacífica da disputa de fronteira, ressaltando que um referendo não pode determinar o resultado.
O Brasil, através da secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, busca uma “solução pacífica” e está em diálogo com ambas as partes envolvidas.
Reações dentro da Guiana divergem. Enquanto o presidente guianense, Irfaan Ali, afirma que “não há o que temer”, o ministro do Trabalho da Guiana, Deodat Indar, declara que o governo não tolerará invasões ao território.
Tanto o Brasil quanto os Estados Unidos manifestaram apoio a uma solução pacífica da disputa territorial. O Itamaraty está em contato constante com ambas as nações envolvidas na crise, buscando promover diálogo e negociações para evitar escaladas de tensão na região.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.