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MATO GROSSO

Magistrados e servidores dão início à 1ª Jornada de Preparação a Aposentadoria do TJMT

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O Poder Judiciário de Mato Grosso investe na capacitação permanente de seus magistrados e servidores, tanto no aspecto técnico como no aspecto humano. Tanto que para garantir uma transição mais tranquila para a aposentadoria, o Judiciário está  realizando a  1ª Jornada de Preparação a Aposentadoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
 
Um grupo de 15 magistrados (as) e servidores (as) deram início, nesta segunda-feira (07 de outubro), à Preparação para Aposentadoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que terá duração de três dias, com uma programação imersiva, que vai desde a participação em círculo de construção de paz, até palestras, rodas de conversa, vivências práticas, que envolvem o tema da aposentadoria em seus mais diversos aspectos, como sentimento de pertencimento, educação financeira, projeto de vida, autoconhecimento, questões legais, entre outros.
 
A presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, deu as boas-vindas aos inscritos na Jornada, durante a abertura dos trabalhos, na Escola dos Servidores.
 
“O ser humano tem uma característica muito peculiar e, às vezes, pouco cuidada, que é justamente aproveitar os talentos, a maturidade, a sabedoria que já adquiriu ao longo da vida para aproveitá-la quando se aposenta. E essa nossa jornada visa exatamente dar um espaço para que cada um reflita como quer ser depois de aposentado, o que será da sua vida no campo emocional, no campo das relações, no campo financeiro, mas especialmente no profissional. Todos nós temos a necessidade de ser útil, de ter felicidade, de agradar a si mesmo em todas as fases da vida e é pensando nisso que nós fizemos esse projeto, estabelecemos essa meta de cuidar das pessoas no preparo para sua aposentadoria”, afirma.
 
Conforme a desembargadora Clarice, a ideia surgiu de sua própria experiência. “Quando penso que já está bem próximo esse período em que tenho que decidir o que eu vou fazer quando me aposentar da magistratura, o que eu gostaria de fazer para continuar me sentindo útil, me sentindo feliz. E é isso o que nós estamos provocando com esse evento de imersão de três dias, realmente para ficar ali no reflexivo, tomando consciência do quanto é importante nós investirmos no futuro, ou seja, no pós-aposentadoria”.
 
Na abertura da Jornada, a especialista em Longevidade Ativa e Saudável, Neide Arantes, que conduzirá várias atividades ao longo da imersão com os magistrados e servidores, também compartilhou um pouco de sua experiência com a fase da aposentadoria. Ela foi servidora do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), passou quatro anos em abono permanência, até que passou a se preparar para uma nova fase da vida. Mesmo apaixonada pelo Direito, ela decidiu fazer uma transição de carreira.
 
“Eu queria algo diferente, queria trabalhar com pessoas. E vi a necessidade de viver momentos assim, em que as pessoas possam ser preparadas. Fui atrás de qualificação, fiz cursos em São Paulo e entendi que aquela era a minha missão porque percebi que o que estava vivendo, muitas pessoas certamente estão também”.  
 
A consultora e palestrante afirma que apesar de ser algo impactante, é preciso entender o cenário atual, em que a expectativa de vida da população está aumentando. “Esse é um fator diferencial e importante que nós temos hoje na nossa vida e que não podemos desconsiderar. Então, se nós vamos aposentar, vamos ter pelo menos 15 a 20 anos pela frente. E nós temos que ter amor pela nossa vida! E esse é o momento de amor próprio que vocês estão se dando e, graças a Deus e ao Tribunal por essa oportunidade. Se todas as organizações, especialmente as públicas, trabalhassem nesse sentido, teria muito menos idosos adoecidos, depressivos, suicidas. São situações gravíssimas que nós podemos sim evitar”, afirmou.
 
De acordo com Mariely Carvalho Steinmetz, gestora do Núcleo de Desenvolvimento Organizacional e de Pessoas do TJMT, a 1ª Jornada de Preparação a Aposentadoria está alicerçada nos pilares da gestão da desembargadora Clarice Claudino, de cuidado com as pessoas. “Nós buscamos trazer a valorização do servidor que está se preparando para a aposentadoria. Nós temos normativas nacionais e estaduais a respeito e, com base nisso, desenvolvemos esse evento, pensando em esclarecimento, em acolhimento do servidor que está se preparando para essa nova fase da jornada dele”, disse.
 
A gestora destaca que o público-alvo são magistrados (as) e servidores (as) que estão em abono permanência, mas adianta que, em novembro deste ano, haverá uma nova turma, aberta também a quem não está em abono. “Eles terão toda a liberdade para falar sobre o projeto de preparação ou da ausência do projeto, que eles estão aqui para construí-lo”.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Desembargadora Clarice Claudino concede entrevista à TV.Jus. Ela é uma senhora branca, de cabelos lisos, curtos e loiros, olhos verdes, usando vestido azul royal e blazer branco. Foto 2: Foto em plano aberto, tirada do alto, que mostra os participantes da Jornada sentados em círculo, participando de um círculo de construção de paz. Ao centro do círculo, no chão, há um tapete de crochê vermelho, em formato de coração e, sobre ele, um vaso com girassóis, livros, lenços de papel e fitas coloridas com palavras diversas. Foto 3: Foto em plano aberto que mostra uma sala de aula da Escola dos Servidores iluminada com uma luz azul, com os participantes sentados em carteiras escolares e, no púlpito, a coaching e palestrante Neide Arantes fala ao microfone. No telão, aparece a logo do evento.
 
Celly Silva/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT  
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, diz juiz após quase 40 anos dedicados à Justiça

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Em uma solenidade marcada pela emoção, gratidão e reconhecimento, o juiz Luiz Antônio Sari despediu-se da magistratura após 39 anos e seis meses de atuação no Poder Judiciário. Realizada no Fórum da Comarca de Rondonópolis, na sexta-feira (29), a cerimônia reuniu magistrados, servidores, representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), familiares, amigos e convidados para homenagear uma trajetória marcada pela dedicação à Justiça, pelo atendimento humanizado e pela contribuição ao fortalecimento institucional do Judiciário mato-grossense.

Compuseram o dispositivo de honra a juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni; o promotor de Justiça Reinaldo Antônio Vessani Filho, representando o Ministério Público; o advogado Bruno de Castro Silveira, representante da OAB de Rondonópolis; e os defensores públicos Jacqueline Gevizier Rodrigues Ciscato e Fernando Ciscato Bastos, representantes da Defensoria Pública.

Durante a cerimônia de despedida, Luiz Antônio Sari destacou os valores que nortearam sua caminhada profissional e pessoal. “Entrei no Judiciário em 1986, aos 35 anos. Já era casado com a minha companheira de seis décadas, Sonia Maria, e já tinha meus dois filhos”, relembrou.

Ao fazer um balanço da carreira, o magistrado definiu a magistratura como uma vocação que transcende os limites de uma atividade profissional.

“A magistratura é mais que um sacerdócio. É mais que uma profissão. É algo divino. Não é para qualquer um. É preciso ter amor ao próximo, ser cada vez mais fraterno”, definiu.

A visão humanista que marcou sua atuação também ficou evidente ao recordar os ensinamentos acumulados ao longo de quase quatro décadas julgando conflitos e lidando diariamente com histórias de vida: “Aprendi que o ser humano deve cuidar de si mesmo e buscar harmonia e compreensão ao semelhante.”

Ao olhar para a própria trajetória, Sari afirmou não guardar ressentimentos ou lamentações.

“Eu não tive tristeza, nem dificuldade no caminho. É preciso não ter queixa nenhuma. Só tenho um pouco de decepção porque poderia ter feito mais daquilo que fiz. Nunca parei”, revelou.

A juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, destacou a relevância da trajetória de Luiz Antônio Sari para a história do Judiciário local. A juíza pontua que o magistrado construiu uma carreira marcada pela dedicação à comarca e pela decisão de permanecer em Rondonópolis, mesmo diante de oportunidades de ascensão profissional.

“O doutor Luiz Antônio Sari completa 39 anos de magistratura e chega aos 75 anos de idade com uma trajetória admirável. Ele fez a escolha de permanecer em Rondonópolis, mesmo quando a comarca ainda era menor. Sempre teve um vínculo muito forte com a cidade e com a população. Muitos colegas seguiram na carreira para outros cargos e comarcas, mas ele optou por permanecer aqui, onde constituiu sua família e construiu sua história”, afirmou.

A magistrada lembrou ainda que Sari participou ativamente do desenvolvimento da estrutura judiciária local ao longo de mais de três décadas de atuação no município.

“Ele está em Rondonópolis desde 1993 e ajudou a construir a história desta comarca. Foi o primeiro juiz da Execução Penal, atuou nas varas criminais que foram sendo criadas ao longo dos anos e, há bastante tempo, está à frente da 1ª Vara Cível. Sempre foi um magistrado discreto, simples e extremamente humano”, ressaltou.

Ao falar sobre a despedida, Aline destacou o carinho e a admiração que o juiz conquistou entre servidores, magistrados e demais profissionais do sistema de Justiça.

“Todos aqui no fórum têm grande afeição por ele. A homenagem que realizamos foi muito emocionante”.

A dedicação integral ao trabalho é uma característica reconhecida por quem conviveu diariamente com o magistrado. A assessora técnica jurídica Tammy Bellinaso, que trabalhou ao lado dele durante 19 anos na 1ª Vara Cível de Rondonópolis, destacou o compromisso permanente com a magistratura e com os jurisdicionados.

“Dr. Sari deixa um legado de dedicação, respeito e total entrega à magistratura, primando sempre pela entrega humana ao jurisdicionado e pela eficiência dos trabalhos prestados. Ele é exemplo de humanidade, integridade, devoção e amor ao que faz”, disse.

Tammy iniciou sua trajetória profissional no gabinete ainda no segundo ano da faculdade. Começou como auxiliar e, em 2010 assumiu a função de assessora técnica jurídica. Segundo ela, o magistrado viveu a profissão de maneira intensa.

“Durante 39 anos e seis meses de sua vida, o magistrado se entregou ao ofício de corpo e alma. Não houve um dia sequer em que não tenha trabalhado, fossem finais de semana ou feriados. Um verdadeiro amor à magistratura e à Justiça”, contou.

Ela afirma que os ensinamentos recebidos permanecerão como referência para toda a vida. “Ele foi e sempre será meu exemplo de dedicação, resiliência e amor em tudo o que faz. Minha gratidão é imensurável ao profissional e homem exemplar, íntegro e excepcional que ele é”.

Em seu discurso de despedida, Luiz Antônio Sari compartilhou reflexões sobre empatia, solidariedade e convivência humana, valores que considera essenciais para a construção de uma sociedade mais justa.

“Acredito que só exista a religião do amor. Amar o próximo como a si mesmo significa respeitar os sentimentos das pessoas. É um dever que temos a cumprir. Se cada um fizer a sua parte, dois terços dos problemas do mundo estarão resolvidos”, ensinou.

Para o magistrado, a vida em sociedade exige compreensão da interdependência entre as pessoas, pois “somos seres gregários, interligados e interdependentes”.

A mensagem final escolhida para marcar o encerramento de sua carreira resume a filosofia que guiou sua atuação no Judiciário e sua visão de mundo.

“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, ensinou.

Aposentado da magistratura, Luiz Antônio Sari garante que continuará vivendo os mesmos valores que defendeu ao longo da carreira: “Independentemente de estar na ativa, estou aqui. Vejo o sol, danço de manhã porque escolhi ser feliz. O amor é eterno.”

Despedida

A programação da solenidade contou ainda com a exibição de um vídeo institucional produzido pela Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, além de homenagens e pronunciamentos que relembraram a contribuição do magistrado para a história da comarca e do Poder Judiciário.

Ao longo da carreira, Luiz Antônio Sari participou de importantes marcos da Justiça em Rondonópolis. Entre eles, a mobilização para a elevação da comarca a Entrância Especial, a implantação da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, o fortalecimento do Tribunal do Júri e a construção do atual Fórum Desembargador William Drosghic.

Reconhecido pelo compromisso com a cidade, o magistrado chegou a recusar, em 1994, uma promoção para Cuiabá. A decisão foi motivada pelo entendimento de que sua missão profissional estava ligada ao desenvolvimento da comarca de Rondonópolis e ao atendimento da população local.

A conquista da Entrância Especial, concretizada em 2004 com a inauguração do atual fórum, é considerada um dos momentos históricos de sua trajetória. Outro marco foi a consolidação do Tribunal do Júri da comarca, que passou a contar com espaço próprio em 2007, encerrando décadas de funcionamento em estruturas improvisadas.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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