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Agronegócio

Mapa inicia diagnóstico da inovação no agro para mapear gargalos

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou por São Paulo o diagnóstico da inovação no agronegócio, etapa que integra um levantamento de alcance nacional voltado a mapear gargalos, ativos tecnológicos e oportunidades em todo o país. A escolha do estado como ponto de partida reflete a concentração de centros de pesquisa, startups e instituições ligadas ao setor, mas o objetivo é replicar a metodologia nas demais regiões.

A iniciativa, coordenada pelo próprio Ministério, busca estruturar um panorama detalhado da inovação agropecuária brasileira para subsidiar políticas públicas mais direcionadas. O diagnóstico tem caráter estadual, com aplicação progressiva, e deve avançar para outras unidades da federação após a consolidação dos dados em São Paulo.

Na prática, o levantamento pretende identificar onde estão os principais entraves à inovação no campo, desde acesso a financiamento e infraestrutura até integração entre pesquisa e produção. Também mira oportunidades regionais, considerando que o Brasil tem realidades produtivas distintas entre Centro-Oeste, Sul, Sudeste, Norte e Nordeste.

O questionário aplicado reúne informações sobre toda a cadeia de inovação, incluindo estrutura produtiva, atuação de instituições de ensino e pesquisa, mecanismos de fomento, governança e presença de AgTechs. O objetivo é entender como esses elementos se conectam, ou deixam de se conectar, dentro de cada estado.

Para ampliar a precisão dos dados, São Paulo foi dividido em cinco polos regionais: norte, leste e Baixada Santista, centro-oeste, centro-sul e oeste, estratégia que deve ser replicada em outras regiões do país, respeitando as particularidades locais. A descentralização busca captar diferenças dentro do próprio estado, evitando generalizações que comprometam o desenho de políticas públicas.

O prazo para envio das respostas vai até 5 de maio. Após essa etapa, o Ministério terá cerca de três meses para consolidar as informações e apresentar um diagnóstico detalhado da inovação agropecuária paulista, que servirá como base para a expansão do estudo.

Para o produtor rural, o levantamento tem impacto direto no médio prazo. A partir desse mapeamento, a tendência é que programas de incentivo, linhas de crédito e políticas de inovação passem a ser mais direcionados às demandas regionais, reduzindo a distância entre tecnologia disponível e aplicação prática no campo.

Embora comece por São Paulo, o diagnóstico tem como objetivo final construir uma leitura nacional da inovação no agro, condição considerada essencial para aumentar a produtividade, reduzir custos e ampliar a competitividade do Brasil nos mercados internacionais.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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