“Estou convencido de que esse não é um país de merda como têm dito, mas que esse é um grande país”, disse ele, em referência à fala de Milei, que recomendou que jovens que tenham condições deixem “esse país de merda”.
Massa, que atualmente é ministro da Economia, também usou o momento para fazer um aceno aos eleitores que votaram em branco ou em outros candidatos e que “compartilham conosco valores como educação pública e a independência de Poderes”.
“Vamos convocar um governo de unidade nacional para construir uma indústria argentina forte, frente àqueles que querem a abertura indiscriminada das importações. Quero convocar a construir um governo àqueles que querem mais educação pública, gratuita, de qualidade e inclusiva, contra aqueles que querem vouchers para nossos filhos”, afirmou.
Embora tenha largado na frente da disputa, com uma diferença de seis pontos percentuais, Massa ainda corre o risco de que a terceira colocada, a macrista Patricia Bullrich, que obteve 23,8% dos votos, alie-se a Milei.
“No dia 19 de novembro teremos que decidir se construímos um país que abrace a todos ou o país do salve-se quem puder. Vou abraçar a cada argentino e argentina, não importa como pensem, não importa sua religião e sua condição social”, disse Massa.
Segundo turno
Pela primeira vez em 20 anos, a Argentina terá um segundo turno. O ministro da Economia, Sérgio Massa (Unión por la Pátria), e o deputado Javier Milei (Libertad Avanza) vão disputar a segunda rodada de votação, obtendo 36,33% e 30,18% dos votos, respectivamente.
Massa e Milei desbancaram Patricia Bullrich (Juntos por el Cambio), que obteve 23,8% dos votos e também era cotada como uma das favoritas na disputa. Juan Schiaretti (Hacemos por Nuestro País) e Myriam Bregman (Frente de Izquierda) também participaram do pleito, mas ficaram fora da disputa.