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POLÍTICA

Mato Grosso prospecta novos mercados na China e na Índia

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Dois representantes do Parlamento estadual participam da comitiva mato-grossense que passa pela China e pela Índia entre os dias 3 e 16 de novembro. O objetivo da missão é prospectar os produtos mato-grossenses no mercado asiático e identificar oportunidades de parcerias. Os deputados estaduais Diego Guimarães (Republicanos) e Beto Dois a Um (PSB) integram a comitiva liderada pelo governador Mauro Mendes (União Brasil) e com a presença de secretários de estado e representantes dos setores produtivos.

Os primeiros quatro dias da missão foram marcados pela participação mato-grossense na Feira China International Import Expo (CIIE), em Xangai, um dos principais eventos que reúne importadores de diferentes cadeias produtivas do mundo inteiro. Mato Grosso instalou um estande no local para expor produtos como grãos, algodão e carne bovina, principais itens que movimentam a balança comercial da China.

De acordo com o deputado Diego Guimarães, a exposição mato-grossense movimentou o pavilhão da Feira e foi um dos mais visitados. “A primeira fase da viagem foi muito proveitosa, o estande de Mato Grosso apresentou seus produtos, principalmente do agronegócio, como soja, milho, algodão e especialmente a carne. O estande teve muita participação e procura”, descreveu Guimarães.

O deputado destacou a preocupação dos líderes chineses com a segurança alimentar e, consequentemente, em busca de parcerias que garantam o fornecimento de comida para os chineses. “Estivemos em Haikou, província que deverá despontar nos próximos 15 anos e que é uma ilha de livre comércio com objetivo de viabilizar uma relação de cooperação com a ZPE (Zona de Processamento para Exportação) de Cáceres. Bons frutos deverão ser colhidos dessa missão à China”.

Na segunda-feira (6), o governo assinou dois termos de cooperação com províncias chinesas. Com a província de Fujian, o objetivo é consolidar a relação comercial entre os dois estados. O segundo termo foi assinado com o governo de Shaanxi, com foco em criar um canal de negócios entre a Zona Franca do estado chinês e a ZPE de Cáceres.

Depois da China, a comitiva segue para Nova Delhi, na Índia, onde acontece a primeira missão oficial de Mato Grosso ao país. De acordo com o governo, será uma visita de prospecção, com reuniões com representantes de governo e empresariais, além de visitas técnicas. As reuniões serão realizadas com a Confederação das Indústrias Indianas e com o Conselho de Promoção de Exportações de Engenharia da Índia.

Também está prevista a participação da delegação na Índia International Trade Fair (IITF) e a realização do Invest In Mato Grosso, evento que terá o intuito de apresentar oportunidades de negócios e investimentos no estado, realizado pelo Governo de Mato Grosso com a Aprosoja, e com apoio do Governo brasileiro na Índia e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Mercado promissor – Nos últimos três anos, as exportações mato-grossenses para a China dobraram. Em 2020, o envio de produtos de Mato Grosso para o país movimentou US$ 5,455 bilhões. Este ano, entre janeiro e outubro, a venda para os chineses equivale a US$ 11,535 bilhões.

A soja é o principal item da lista e representa 75% da receita das exportações totais deste ano. Ao todo, US$ 8,677 bilhões foram comercializados entre janeiro e outubro de 2023. Em seguida, o milho configura em segundo lugar com a movimentação de US$ 1,270 bilhão no período e a carne bovina possui a terceira maior receita, com US$ 1,013 bilhão.

Comitiva – Além dos deputados e do governo estadual, participaram representantes da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Associação de Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), Associação de Criadores de Suínos (Acrismat), Associação de Produtores de Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes (Aprofir), Associação de Produtores de Sementes (Aprosmat), da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), do Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa (Sebrae) e do Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac). (Com informação da Secom-MT)


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: imprensa1al@gmail.com


Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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queiroz

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