Milei deu as declarações em entrevista à rádio La Red . Ao ser questionado pelo jornalista se pretendia dolarizar a economia, Milei respondeu: “Mais cedo ou mais tarde, vou fechar o Banco Central”.
Antes de ele ser eleito presidente, o país já vinha enfrentando uma inflação muito alta. Em novembro, por exemplo, o índice acumulado no ano chegou a 148,2%.
O presidente argentino disse estar “disposto a privatizar o Banco Nación e todas as empresas estatais”. Segundo ele, “as pessoas têm consciência do desastre” que o seu governo herdou e “sabem que têm de passar por um momento difícil para o ultrapassar”.
Milei afirmou que sua gestão realizou a “negociação mais rápida da história” com o Fundo Monetário Internacional (FMI). “Aplicamos um plano de ajustamento muito mais profundo do que o solicitado pelo FMI”, disse ele.
O acordo entre a Argentina e o FMI, firmado na última quarta (10), vai permitir o desbloqueio de US$ 4,7 bilhões. O governo, por outro lado, comprometeu-se a transformar o deficit primário em superavit e aumentar as reservas líquidas.