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BRASIL

Mostra de Cinema de São Paulo volta maior em 2023

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A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo resistiu. Depois de fazer edições menores pela perda de patrocinadores e outra totalmente online por causa da pandemia do novo coronavírus, o maior e mais tradicional festival de cinema do Brasil chega na 47ª edição em grande estilo. Se no ano passado o evento apresentou 223 títulos de 60 países, esse ano vai promover 360 filmes de 96 países, incluindo produções premiadas nos principais festivais de cinema do mundo.

“Sobrevivemos”, disse Renata de Almeida, diretora do festival, em entrevista à Agência Brasil. “Foram anos de pandemia e de um governo que foi difícil para a cultura. Mas sobrevivemos. Acho que a Mostra consegue passar por esses períodos difíceis porque ela é elástica. O que tentamos é não fazer loucura e deixar no tamanho que a Mostra pode ter. Acho que esse foi um dos segredos para termos resistido nesses últimos anos também”.

Segundo a diretora, esse ano de 2023 significa um processo de reconstrução para o evento. “Conseguimos voltar a ter a Lei Rouanet e conseguimos ter a Petrobras e o Itaú novamente, patrocinadores que tínhamos perdido no ano passado. Estamos sim em uma situação bem mais confortável e, com isso, a Mostra cresceu. Voltamos a ter duas retrospectivas muito fortes e vamos ter mais encontros e um júri internacional novamente”, detalhou.

Uma dessas retrospectivas será feita com a exibição de 23 filmes do cineasta italiano Michelangelo Antonioni, que também assina o cartaz da Mostra. “Acho de uma certa ironia fazermos uma retrospectiva do poeta da incomunicabilidade nessa época da ultra conectividade, em que as pessoas, a cada vez mais, encontram problemas para se comunicarem realmente. Todos esses temas são muito atuais, o que acaba fazendo desse cinema um clássico. Um clássico é esse cinema que consegue atravessar os tempos, ser significativo em várias épocas. E no trabalho do Antonioni se vê essa essência, essa dificuldade do ser humano em se comunicar com o outro”, disse Renata.

Já a segunda retrospectiva homenageia a obra do poeta, fotógrafo e cineasta Sylvain Georg, com a exibição de oito filmes.

Novidades

Além de maior, a Mostra de Cinema deste ano conta com novidades. Pela primeira vez ela levará parte de sua programação para Manaus, onde haverá exibição de títulos brasileiros e internacionais entre os dias 27 e 29 de outubro. Também será mantida a itinerância da Mostra por cidades do interior paulista por meio de uma parceria com o Sesc.

“Essa era uma vontade muito antiga que a gente tinha, de ir para uma capital da Região Norte, ligada à Amazônia. Mas a gente nunca tinha conseguido ir porque não tínhamos os parceiros corretos. Esse ano conseguimos uma parceria com o Centro Cultural Casarão das Ideias, que conseguiu oferecer uma estrutura de tela ao ar livre e mesmo de salas de cinema. Vamos conseguir fazer três dias da Mostra em Manaus. Serão três sessões ao ar livre e mais uma seleção de trabalhos em realidade virtual. Haverá também oficina. É uma vitória. Fico muito feliz de finalmente irmos a Manaus”, disse a diretora.

Outra novidade deste ano é o Espaço Petrobras, um espaço temporário que vai funcionar na Cinemateca Brasileira e que vai apresentar sessões ao ar livre e também o Domingo Musical. Neste domingo (22), por exemplo, haverá a exibição do filme Saudosa Maloca, que será precedido por uma roda de samba. Também haverá a exibição de Meu Sangue Ferve por Você, que contará com uma apresentação do cantor Magal.

A Mostra também vai promover três exposições. Uma delas é Filme Perdido, que acontece no Cinesesc e vai apresentar desenhos originais da graphic novel homônima de Cesar Gananian e Chico França. Já na Cinemateca Brasileira, que abrigará o III Encontro de Ideias, haverá a exposição com releituras de 25 cartazes de filmes brasileiros feitos por 25 artistas diferentes. E no Instituto Italiano de Cultura de São Paulo, localizado na Avenida Higienopólis, haverá uma exposição de 24 obras de Antonioni.

A Mostra também volta neste ano a fazer lançamentos de livros, exibições de filmes de realidade virtual, sessões ao ar livre e o Encontro de Ideias Audiovisuais, que inclui o Fórum Mostra, da Palavra à Imagem e Mercado. Esse encontro será realizado na Cinemateca Brasileira entre os dias 26 e 28 de outubro. “São mesas que discutem, por exemplo, o que a Mostra acha importante discutir sobre a parte artística, criativa, política ou comercial. E temos também as mesas do mercado, que o próprio setor quer fazer”, conta a diretora do evento.

A abertura do festival para convidados é nesta quarta-feira (18), com a apresentação do premiado filme Anatomia de uma Queda, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. Já a partir de amanhã (19), os cinéfilos poderão percorrer as 24 salas de cinema e espaços culturais de São Paulo para prestigiar os filmes que compõem o festival este ano. Alguns dos títulos também serão exibidos em plataformas gratuitas como o Itaú Cultural Play, Sesc Digital e SPCine Play.

Informações sobre a Mostra e a programação dos filmes podem ser obtidas no site 

Fonte: EBC GERAL

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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