A 5ª Mostra DID – Dia Internacional da Dança será realizada neste fim de semana, em Cuiabá, trazendo espetáculos de diferentes estilos, como ballet, jazz, sapateado, danças urbanas e contemporâneas. O evento é realizado com o apoio do Governo de Mato Grosso, e as apresentações serão no Teatro Zulmira Canavarros, nos dias 28 e 29 de junho, a partir das 20h.
Os ingressos já estão disponíveis para retirada antecipada na internet. A entrada requer também a doação de um brinquedo novo. Ao fim, os produtos recebidos serão doados a instituições que atendem crianças.
Ao todo, serão 50 apresentações, reunindo 240 dançarinos e artistas de escolas, grupos e companhias de dança de Mato Grosso. O espetáculo de abertura será ‘Periféricos’, do Espaço Roda – Arte e Expressão. A apresentação de dança contemporânea propõe uma reflexão sobre os múltiplos significados da periferia, incluindo localização, vivências e os limites entre os corpos e espaços sociais.
Além da programação artística, a Mostra traz uma agenda técnica, com capacitações voltada a estudantes e profissionais da dança, além dos artistas que participam do evento. As atividades serão conduzidas por profissionais com reconhecimento internacional, como Janaína Castro, que atuou no Ballet Nacional Chileno, e o professor Frederico Godoy, que participou do Ballet Nacional de Sodre, de Montevidéu, no Uruguai. As inscrições estão sendo feitas pela internet.
A Mostra DID nasceu em 2018, inicialmente em comemoração ao Dia Internacional da Dança, celebrado no dia 29 de abril. Criada para trazer aos palcos trabalhos coreográficos realizados por artistas mato-grossenses, o evento tem se consolidado como um espaço de valorização da dança e dos profissionais, além de levar cultura ao público. “Estamos em nossa quinta edição, expandindo nossos horizontes e proporcionando mais visibilidade à produção artística da dança em Cuiabá”, destaca o criador do evento Rafael Cerigato.
A ‘5ª Mostra DID – Dia Internacional da Dança’ é uma realização do Espaço Roda – Arte e Expressão e do Movimento Vambora, e conta com o patrocínio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). Outras instituições que apoiam o evento são a Assembleia Legislativa e Sebrae.
Serviço | 5ª Mostra DID – Dia Internacional da Dança Data: 28 e 29 de junho, às 20h Local: Teatro Zulmira Canavarros, Av. André Maggi – Centro Político Administrativo, Cuiabá – MT Ingressos: Link AQUI Inscrições para os cursos: Link AQUI Mais informações: site (https://didcuiaba.wixsite.com/didcuiaba) e Instagram @didcuiaba
Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.