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POLÍCIA

Motorista envolvida em acidente no Córrego 08 de abril é indiciada por homicídio culposo de motociclista

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A motorista do veículo Hyundai Creta envolvido no acidente de trânsito que resultou na morte de um motociclista no mês de março, no bairro Popular em Cuiabá, foi indiciada por homicídio culposo na direção de veículo, na conclusão do inquérito policial, instaurado na Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran).

O acidente de trânsito, que vitimou Orlando Gomes de Lima, de 60 anos, ocorreu no dia 29 março, por volta das 20 horas, na região do Córrego 08 de abril, em Cuiabá.

No dia dos fatos, a motocicleta Honda NXR 160 Brós, conduzida pela vítima, e o veículo Hyundai Creta trafegavam pela Avenida 08 de abril, em sentidos opostos, quando, em razão de um buraco na pista, o motociclista avançou parcialmente a esquerda na faixa contrária, momento em que foi surpreendido pelo veículo que vinha no sentido oposto.

Durante a manobra para desviar do buraco, a vítima caiu da motocicleta, ocorrendo em seguida o seu atropelamento. O motociclista não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A condutora do veículo Creta, que estava gestante, precisou de atendimento médico e foi encaminhada ao hospital, sendo realizado o teste de alcoolemia com resultado negativo.

Nas investigações do inquérito policial instaurado na Deletran, foram realizadas oitivas de testemunhas e juntadas as perícias, que apontaram que houve a invasão de pista contrária e que a motorista do Creta não adotou providências necessárias (acionamento de freios) para evitar o acidente.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Vinícius de Assis Nazário, a perícia apontou que, a motorista além de arrastar a vítima, podendo frear o veículo, ela passou o carro por cima. “Mesmo diante da queda do motociclista, devido à necessidade de manobra em razão de interferência na pista, ficou comprovada a responsabilidade da motorista no óbito da vítima”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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queiroz

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