quinta-feira, 30 de julho de 2026
Política Nacional

MPF investiga deputado que exibiu livro de Hitler em Assembleia do MS

Deputado João Henrique Catan exibiu livro de Hitler na Assembleia Legislativa do MS
Reprodução/redes sociais

Deputado João Henrique Catan exibiu livro de Hitler na Assembleia Legislativa do MS

O Ministério Público Federal (MPF) investiga o deputado estadual do Mato Grosso do Sul João Henrique Catan (PL-MS), que se tornou réu após levar uma cópia do livro Mein Kampf (Minha Luta), de Adolf Hitler, ao plenário da Assembleia Legislativa e exibi-lo durante um discurso na tribuna , nessa terça-feira (7). A denúncia ao MPF foi feita pelo deputado estadual do Rio Grande do Sul Leonel Radde (PT).

De acordo com Radde, o parlamentar deve perder o mandato. A cassação foi defendida por uma série de grupos da sociedade civil, como o Judeus pela Democracia.

Diversos precedentes criminalizam a publicação do livro no país, com a lei 7.716/1989, que veta “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular” relacionados ao nazismo .

“Absurdo! Deputado do Mato Grosso do Sul, João Henrique (PL), exaltou Adolf Hitler na tribuna. O nosso Mandato Antifascista fez uma denúncia ao MPF. Não podemos aceitar esse crime! O Brasil exige a cassação de João Henrique!”, escreveu Radde nas redes sociais.

Ontem, João Henrique Catan comparou a situação do Mato Grosso do Sul ao incêndio do parlamento alemão, Reichstag , que ocorreu em 1933 e serviu como oportunidade para Hitler fechar o regime, suspendendo o exercício da fiscalização do poder público por parlamentares.

Depois, o deputado ainda criticou os precedentes criminais relacionados à venda do livro de Hitler no país, enquanto segurava um cópia do texto.

“É com a apresentação do Mein Kampf de Hitler que peço para que este parlamento se fortaleça, se reconstrua, se reorganize nos rumos do que foi o parlamento europeu da Alemanha e que serviu, após sua reconstrução, de inspiração, inclusive para nós estarmos hoje aqui através do nosso direito constitucional brasileiro, que se inspira no modelo romano germânico. Era o que tinha, senhor presidente, para encaminhar o voto favorável a aprovação do requerimento”, afirmou.

Desde 2016, no Rio de Janeiro, o Tribunal de Justiça (TJ-RJ) proibiu a divulgação do livro e o Ministério Público ficou autorizado a apreender edições da obra .

Em comunicado, o parlamentar manteve a postura e voltou a comparar o governo do estado ao regime nazista.

“Hitler anulou o parlamento colocando fogo no prédio, o Governo do Estado de MS ateou fogo no parlamento estadual construindo sua base para que renunciem ao exercício e independência da atividade parlamentar. A crítica revela que a democracia no nível estadual está fragilizada, de maneira disfarçada, institucionalizada, legalizada pelo governador do Estado, pela coalizão, está entrando em autofagia, ao queimarem a independência do parlamento estadual”, escreveu ele.

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Fonte: IG Política