Mato Grosso passou a comemorar o Dia da Bíblia, instituído através da Lei 12.740/2024, de autoria do deputado Eduardo Botelho, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT. O segundo domingo de dezembro é a data escolhida para as homenagens à tradição religiosa.
Para Botelho, que é evangélico, celebrar a importância da Bíblia Sagrada na vida religiosa e cultural da população mato-grossense é essencial. E, por isso, Mato Grosso ganha mais essa data comemorativa.
“É um novo marco no calendário oficial de eventos promovendo, assim, o reconhecimento da Bíblia como um símbolo de fé para muitos cidadãos. Então, o segundo domingo de dezembro será uma data destinada à reflexão, celebração e resgaste dos valores cristãos presentes na Escritura Sagrada”, avalia Botelho.
Na ALMT, é tradição o momento de adoração a Deus. Missas na Capela Nossa Senhora do Pantanal, na sede do parlamento, além do Grupo de Evangelismo – GE, reúnem os servidores para o momento de louvor. Botelho também faz questão de se reunir com os servidores, quinzenalmente, para ouvir a Palavra, em culto ecumênico na Presidência.
Nesta quinta-feira (12), o ‘Culto de Adoração, Oração, Louvor e Palavra de Deus’ marcou o encerramento das atividades do GE de 2024, no Salão Negro Deputado Francisco Pinto de Oliveira. Momento em que a nova Lei 12.740/2024 – Dia da Bíblia foi comemorada. “É uma benção para todos nós. O deputado Botelho é um grande apoiador do nosso Grupo de Evangelismo”, disse o coordenador do GE, Geraldo Viana, o GV.
O pastor Rafael Daltro avaliou a nova lei. Há seis anos ele está à frente da tradicional Igreja Voz da Verdade, de Cuiabá. Fundada há 45 anos, tem o ministério reconhecido nacionalmente pelo louvor, através da Banda Voz da Verdade.
“É uma grande benção, já participamos de muitas ações aqui na Assembleia, sempre batalhando em prol do povo de Deus e da Unidade, temos o Dia do Evangelho e, agora, uma lei que institui o Dia da Bíblia. Isso é muito bom porque abrirá portas para muitos eventos, muitas ações, para divulgar o que é mais importante: a Palavra do Senhor”, destacou o pastor, ao reconhecer o apoio de Botelho nas ações realizadas.
DIA DA BÍBLIA – A nova lei visa fortalecer a convivência e o respeito entre diferentes religiões e expressões de fé, criando um espaço para a convivência pacífica e a promoção de valores de fraternidade e amor ao próximo.
As atividades para celebrar o Dia da Bíblia deverão proporcionar momentos de reflexão para a sociedade, sobre os valores éticos e morais, bem como a união de diferentes igrejas e comunidades religiosas.
Botelho comemora a nova lei, como uma forma de homenagear a Bíblia, um dos livros mais influentes da história, cujos ensinamentos continuam a impactar gerações em todo o mundo.
Em julho desse ano, Botelho inovou com a exposição sobre a Bíblia Sagrada, do Museu da Bíblia, de São Paulo, no saguão principal da ALMT. Os visitantes apreciaram exemplares que são verdadeiras relíquias da Bíblia Sagrada, nos mais variados idiomas.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) lançou o livro Indicadores do Clima em Mato Grosso – Cenários da Crise Climática e a Formulação de Políticas Públicas na tarde desta segunda-feira (1º) A publicação é resultado dos trabalhos da Câmara Setorial Temática (CST) de Mudanças Climáticas, encerrada em 2025. A obra reúne estudos, diagnósticos e projeções sobre os impactos das mudanças climáticas no estado, além de apontar caminhos para a formulação de políticas públicas de mitigação e adaptação.
O deputado estadual Júlio Campos (União), que presidiu os trabalhos da câmara, destacou o caráter preventivo do documento. Segundo ele, o material foi construído com a participação de universidades, cientistas, órgãos públicos e organizações da sociedade civil.
“Estamos hoje publicando esse livro que mostra o cenário da situação que vai ocorrer a partir de agora, em especial a partir de 2030, quando haverá uma grande virada, com impacto no clima em todo o mundo e também em Mato Grosso”, afirmou o parlamentar. Campos também adiantou que pretende apresentar um projeto de lei para a implantação de um Plano Estadual de Mudanças Climáticas, como forma de iniciar um diálogo junto ao governo buscando a tomada de ações.
A secretária da CST e editora da obra, Juliana Arini, explicou que o objetivo é levar o debate para além dos espaços técnicos e aproximá-lo dos gestores municipais. “A proposta é tirar essa discussão da Assembleia e trazer para o gestor público, principalmente para prefeitos e vereadores, porque são eles que lidam diretamente com as consequências da crise climática”, destacou.
De acordo com Juliana Arini, o livro será distribuído aos 142 municípios mato-grossenses e às respectivas câmaras municipais. A publicação reúne, de forma acessível, o conteúdo debatido ao longo do funcionamento da Câmara Setorial. “Fizemos uma síntese das discussões para que o gestor público tenha acesso a esse conhecimento de forma facilitada, com uma linguagem menos técnica e mais compreensível”, explicou.
Entre os alertas apresentados na obra estão projeções de aumento das ondas de calor em todos os municípios do estado até 2030. “O calor a gente não tem como evitar, mas tem como mitigar. Precisamos discutir arborização urbana, transporte público climatizado e alternativas para proteger a população mais vulnerável”, observou Juliana.
A professora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Carolina Joana da Silva, que participou da elaboração do material, ressaltou que a publicação reúne diferentes perspectivas sobre os impactos das mudanças climáticas nos biomas mato-grossenses. “É um documento que facilita a compreensão da população sobre um fenômeno global e mostra a necessidade de estarmos preparados para enfrentar essas mudanças. Isso demonstra o interesse da Assembleia Legislativa em discutir um tema importante para Mato Grosso e para o Brasil. É um material que reúne informações e alertas que precisam chegar à sociedade”, afirmou.
Já a suplente de deputada, Sheila Klener (PSDB), destacou que o estudo servirá como instrumento de apoio à tomada de decisões governamentais. “Essa publicação vai ajudar a preparar e desenvolver políticas públicas para enfrentar as mudanças climáticas, que estão cada vez mais perceptíveis no nosso dia a dia”, avaliou a geóloga, servidora da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). “Mato Grosso não tem o mesmo nível de emissão de CO₂ de estados mais industrializados, mas nós temos o desmatamento e a pecuária como fatores que precisam ser observados. As pessoas precisam entender que sem floresta e sem água não haverá produção”, alertou.
Durante o lançamento, os participantes reforçaram a importância da preservação ambiental, da proteção das nascentes e da adoção de estratégias de adaptação para enfrentar desafios como o aumento das temperaturas, períodos prolongados de seca e a pressão sobre os recursos hídricos. O livro apresenta indicadores climáticos, mapas e diagnósticos que poderão subsidiar ações de planejamento em diferentes áreas.