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Economia

Mutirão de emprego oferece 12 mil vagas em São Paulo

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Começou nesta terça-feira (1º) a 8ª edição do Mutirão Nacional do Emprego da União Geral dos Trabalhadores (UGT), na sede do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, na região central da cidade, no Vale do Anhangabaú. Até o dia 4 serão oferecidas 12 mil vagas para os trabalhadores que estão em busca de uma oportunidade de trabalho ou para se reintegrarem no mercado. São oportunidades em diversas áreas para contemplar todas as faixas etárias, incluindo jovens aprendizes e pessoas com mais de 50 anos. Há ainda oportunidades específicas para mulheres, negros e população LGBTQIA+. A estimativa é a de que pelo menos 80% das vagas sejam ocupadas.

“Estamos em busca de inclusão social e capacitação profissional e a novidade é que esse ano há uma quantidade enorme de vagas para o jovem aprendiz, porque mesmo que tenha diminuído o desemprego, na juventude continua elevado. Então, o primeiro emprego mantém o jovem na escola, mas já começa a dar oportunidade de ele ter facilidade de ter um segundo, terceiro emprego”, disse o presidente do Sindicato dos Comerciários e da UGT, Ricardo Patah.

Capacitação

Segundo Patah, este ano o mutirão conta com uma parceria com o Sistema S, que abrirá espaço para capacitação sob medida, de acordo com a demanda das empresas que já firmaram esse compromisso conjunto. “Caso a empresa perceba que faltou algum quesito de capacitação, a vaga fica garantida, o candidato faz a capacitação necessária e já vai para o trabalho. Por isso eu chamo de mutirão da solidariedade, da esperança e tenho certeza de que o resultado será muito positivo”.

Todas as empresas que aderiram ao mutirão estarão concentradas no prédio do sindicato e os interessados em se inscrever farão o cadastro para verificar em qual tipo de trabalho se enquadram. Preenchida a ficha, o candidato é encaminhado para a entrevista. “Muitas das entrevistas já são definitivas e a pessoa já sai daqui com o emprego. Outras passam por uma primeira seleção e depois tem outros testes que são feitos na própria empresa, mas já é um bom começo”, afirmou Patah.

Direitos Humanos

Além disso, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) participa oferecendo ao público serviços como emissão de certidão de nascimento, orientações sobre retificação do nome civil, o uso do Disque 100 para denúncias de abusos e violações de direitos humanos, e as funcionalidades do aplicativo Clique Cidadania, destinado a brasileiros e migrantes no Brasil.

O objetivo do MDHC é dar informações que ampliem a conscientização sobre os direitos humanos, orientar de que forma podem ser encaminhadas denúncias de violações de trabalho escravo, de trabalho escravo doméstico e outras denúncias ligadas ao aspecto do exercício e dos direitos da população a cidadania.

Geração de empregos

De acordo com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, é importante que se ofereça através de iniciativas como esta a oportunidade de cada trabalhador e trabalhadora ter a sua porta de possibilidades de informação, da prestação de serviços e de capacitação. Segundo ele, o número de empregos gerado no primeiro semestre, que ficou em 1,23 milhão, poderia ser maior caso houvesse queda da taxa de juros.

“Espero que para o segundo semestre o Banco Central cumpra a sua obrigação legal que é de observar os indicadores da economia e monitorar juros conforme esse indicador. Por esses indicadores, os juros poderiam estar abaixo do que estão. Aliás, está lá nas obrigações do Banco Central também observar emprego”, afirmou.

Marinho também disse esperar para o segundo semestre que uma nova etapa se inicie e os investimentos e a produção aumentem para caminharem em sintonia com as medidas do governo, com as políticas públicas e econômicas, para chegar ao processo de retomada e crescimento da geração de emprego.

“Da mesma forma, é preciso alavancar a produção para estar sintonizado entre o crescimento da massa salarial e o crescimento da produção brasileira. É assim que se controla a inflação. Não se controla a inflação só com arrocho, restrição de crédito, como está acontecendo. É preciso ofertar e não permitir que a procura ultrapasse a quantidade que está lá na prateleira. É dessa forma que se controla a inflação, crescendo empregos, salário e sem gerar inflação”, disse.

Fonte: EBC Economia

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Economia

Brasileiros ainda não sacaram R$ 8,56 bi de valores a receber

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Os brasileiros ainda não sacaram R$ 8,56 bilhões em recursos esquecidos no sistema financeiro até o fim de julho, divulgou nesta sexta-feira (6) o Banco Central (BC). Até agora, o Sistema de Valores a Receber (SVR) devolveu R$ 7,67 bilhões, de um total de R$ 16,23 bilhões postos à disposição pelas instituições financeiras.

As estatísticas do SVR são divulgadas com dois meses de defasagem. Em relação ao número de beneficiários, até o fim de julho, 22.201.251 correntistas haviam resgatado valores. Apesar de a marca ter ultrapassado os 22 milhões, isso representa apenas 32,8% do total de 67.691.066 correntistas incluídos na lista desde o início do programa, em fevereiro de 2022.

Entre os que já retiraram valores, 20.607.621 são pessoas físicas e 1.593.630, pessoas jurídicas. Entre os que ainda não fizeram o resgate, 41.878.403 são pessoas físicas e 3.611.412, pessoas jurídicas.

A maior parte das pessoas e empresas que ainda não fizeram o saque tem direito a pequenas quantias. Os valores a receber de até R$ 10 concentram 63,01% dos beneficiários. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 25,32% dos correntistas. As quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 9,88% dos clientes. Só 1,78% tem direito a receber mais de R$ 1 mil.

Depois de ficar fora do ar por quase um ano, o SVR foi reaberto em março de 2023, com novas fontes de recursos, um novo sistema de agendamento e a possibilidade de resgate de valores de pessoas falecidas. Em julho, foram retirados R$ 280 milhões, alta em relação ao mês anterior, quando tinham sido resgatados R$ 270 milhões.

Melhorias

A atual fase do SVR tem novidades importantes, como impressão de telas e de protocolos de solicitação para compartilhamento no WhatsApp e inclusão de todos os tipos de valores previstos na norma do SVR. Também haverá uma sala de espera virtual, que permite que todos os usuários façam a consulta no mesmo dia, sem a necessidade de um cronograma por ano de nascimento ou de fundação da empresa.

Além dessas melhorias, há a possibilidade de consulta a valores de pessoa falecida, com acesso para herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. Assim como nas consultas a pessoas vivas, o sistema informa a instituição responsável pelo valor e a faixa de valor. Também há mais transparência para quem tem conta conjunta. Se um dos titulares pedir o resgate de um valor esquecido, o outro, ao entrar no sistema, conseguirá ver as informações: como valor, data e CPF de quem fez o pedido.

Expansão

Desde a última terça-feira (3), o BC permite que empresas encerradas consultem valores no SVR. O resgate, no entanto, não pode ser feito pelo sistema, com o representante legal da empresa encerrada enviando a documentação necessária para a instituição financeira.

Como a empresa com CNPJ inativo não tem certificado digital, o acesso não era possível antes. Isso porque as consultas ao SVR são feitas exclusivamente por meio da conta Gov.br.

Agora o representante legal pode entrar no SVR com a conta pessoal Gov.br (do tipo ouro ou prata) e assinar um termo de responsabilidade para consultar os valores. A solução aplicada é semelhante ao acesso para a consulta de valores de pessoas falecidas.

Fontes de recursos

No ano passado, foram incluídas fontes de recursos esquecidos que não estavam nos lotes do ano passado. Foram acrescentadas contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas, contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas e outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.

Além dessas fontes, o SVR engloba os seguintes valores, já disponíveis para saques no ano passado. Eles são os seguintes: contas-corrente ou poupança encerradas; cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito; recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados; tarifas cobradas indevidamente; e parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente.

Golpes

O Banco Central aconselha o correntista a ter cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos. O órgão ressalta que todos os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos, que não envia links nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.

O BC também esclarece que apenas a instituição financeira que aparece na consulta do Sistema de Valores a Receber pode contatar o cidadão. O órgão também pede que nenhum cidadão forneça senhas e esclarece que ninguém está autorizado a fazer tal tipo de pedido.

Fonte: EBC Economia

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queiroz

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