Eu acreditei por muito tempo que apenas a alimentação era responsável por fazer a glicose subir. O tempo todo a gente escuta frases como “Comeu muito doce”, “Exagerou na comida”, “Diabético não pode comer isso”…
Assim como eu pensava, muitas pessoas acreditam que a glicose só fica alta quando se come algo doce ou muito carboidrato. No entanto, isso não é verdade. Existem outros fatores que podem influenciar no controle da glicemia.
1. Medicamentos Diversos remédios podem afetar o controle da glicose no sangue de forma direta.
Entre eles estão os corticosteroides, utilizados para tratar inflamações e outras condições, que podem elevar os níveis de açúcar no sangue; diuréticos, que ajudam a eliminar o excesso de líquidos do corpo, mas podem aumentar a glicemia em algumas pessoas; betabloqueadores, usados no tratamento da hipertensão e outras condições, que podem mascarar os sintomas de hipoglicemia e dificultar o controle da glicemia; antidepressivos, como os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs), que podem aumentar o risco de hipoglicemia; antipsicóticos, medicamentos utilizados para tratar distúrbios psiquiátricos, que podem aumentar a resistência à insulina e elevar a glicemia; e contraceptivos orais, algumas pílulas anticoncepcionais que podem aumentar a glicemia em algumas mulheres.
É importante lembrar que nem todas as pessoas que usam esses medicamentos terão problemas com o controle da glicemia. Porém, se você está em tratamento para diabetes e usa algum desses medicamentos, é importante conversar com seu médico para avaliar se há necessidade de ajustar a dose ou trocar por um medicamento alternativo.
2. Sono Durante o sono o corpo produz alguns hormônios que podem influenciar na regulação da glicose. Um estudo publicado na revista científica Diabetes Care em 2015, intitulado “Sleep Duration and Glycemic Control in Patients With Diabetes Mellitus Type 2: A Meta-analysis” (Duração do sono e controle glicêmico em pacientes com diabetes mellitus tipo 2: uma meta-análise, em tradução livre), mostrou que a qualidade e duração do sono podem ter um impacto significativo no controle da glicemia em pacientes com diabetes tipo 2. A meta-análise incluiu 10 estudos, com um total de 447 participantes com diabetes tipo 2, e descobriu que uma duração insuficiente de sono estava associada a níveis mais elevados de hemoglobina glicada (HbA1c), um marcador importante do controle da glicemia a longo prazo. Os resultados sugeriram que uma duração de sono menor do que seis horas por noite pode estar associada a um aumento de 1,4% na HbA1c, o que representa um risco significativo para o desenvolvimento de complicações diabéticas.
Além disso, os autores do estudo sugeriram que a má qualidade do sono, como acordar frequentemente durante a noite ou ter apneia do sono, também pode contribuir para o aumento da glicemia. Portanto, dormir bem e por tempo suficiente pode ser uma estratégia importante para ajudar a controlar a glicemia em pacientes com diabetes tipo 2.
3. Gripes ou infecções Quando se está doente, isso também pode influenciar no controle glicêmico e fazer com que a glicose fique alta demais. Ainda falando em saúde, a falta de atividade física também pode fazer a glicose subir. Se a pessoa tem diabetes e sua rotina sempre inclui atividade física, o tratamento está baseado nisso. Quando não se faz exercício físico, é preciso mudar a dosagem da insulina basal, pois a glicose pode ficar muito alta.
4. Estresse Quando se está estressado, tudo pode ficar mais complicado, inclusive o controle do diabetes. O corpo libera hormônios, como o cortisol, que podem fazer a glicose aumentar no sangue. De fato, o estresse pode ter um impacto significativo no controle da glicemia em pessoas com diabetes. Quando uma pessoa se estressa, seu corpo libera hormônios como o cortisol, adrenalina e noradrenalina, que podem aumentar a glicose no sangue. Esse aumento é uma resposta natural do corpo ao estresse, pois os hormônios ajudam a preparar o corpo para lidar com uma situação de ameaça ou perigo.
No entanto, em pessoas com diabetes, esse aumento na glicose sanguínea pode ser um problema, especialmente se não for gerenciado adequadamente.
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A Carreta Mulher do Sistema Fecomércio chegou nesta quarta (9) no município de Pontes e Lacerda (444,6 km). O deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) é um dos responsáveis pela articulação do projeto na cidade. Os atendimentos seguem até na próxima semana, na quinta (17), de forma gratuita, na sede da Lions da cidade.
O projeto do Sesc/Fecomércio realiza os principais exames preventivos referentes à saúde feminina, promovendo o acesso das mulheres aos cuidados médicos. Os exames de papanicolau (citopatológico) e mamografia são os principais adotados no Brasil para a prevenção de câncer, por meio do diagnóstico precoce.
“O projeto segue na Região Oeste até meados de julho. Sem o apoio e a articulação com a Prefeitura, Associação Comercial, Câmara Municipal, Sistema S e o Lions Club, não conseguiríamos. Obrigado por estarem comigo na atenção da saúde da mulher na minha região”, destacou Moretto.
Podem realizar o exame nas mamas mulheres com idades entre 40 e 69 anos ou que possuam pedido médico. Já o exame preventivo de colo uterino pode ser feito em mulheres com 18 a 64 anos, ou com vida sexual ativa.
Interessadas devem comparecer na unidade móvel com a cópia do RG, CPF, comprovante de endereço e Cartão do SUS. Informações podem ser solicitadas por meio do WhatsApp (65) 99951-6825.
Sobre o projeto
Sesc Saúde Mulher – realização de exames preventivos
Local: Lions Club Pontes e Lacerda – Av. Municipal, nº 604
Período: de 9 a 17 de março.
Quando: De segunda a sexta, das 07h30 às 11h30, das 13h30 às 17h