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Agronegócio

Neri Geller anuncia linha de crédito de até US$ 5 bilhões para auxiliar os produtores

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou, durante a Abertura Nacional da Colheita da Primeira Safra de Milho no Brasil, em Ibirubá (RS), a criação de uma linha de crédito em dólar para auxiliar os produtores rurais no pagamento do custeio. A medida visa amenizar os impactos da queda dos preços dos produtos agrícolas e dos custos de produção.

O recurso, previsto entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões, terá taxa de juros de 8% e carência de um a dois anos para pagamento. O produtor poderá buscar o capital de giro através de revendas, agentes financeiros, indústrias e/ou cooperativas.

A iniciativa foi anunciada pelo secretário de política agrícola do Mapa, Neri Geller, durante o evento que faz parte do Projeto Mais Milho, uma realização do Canal Rural e Abramilho, com patrocínio da Aprosoja-MT, Senar-MT, Bayer, Vence Tudo, Inpasa e Ihara, e apoio da Brevant Sementes.

Geller reconheceu as dificuldades enfrentadas pelo campo, como a seca em algumas regiões e a queda dos preços internacionais das commodities. Ele pontuou que os preços das commodities caminham para um equilíbrio, mas que o governo está se antecipando aos problemas para mitigar a questão da receita versus despesa dos produtores.

O secretário também mencionou a revisão do Proagro e a busca por mais recursos para o Plano Safra. Ele destacou a importância do diálogo com a classe política para garantir o apoio necessário ao setor.

A iniciativa do governo federal é um passo importante para auxiliar os produtores rurais neste momento desafiador. No entanto, outras medidas também são necessárias para garantir a competitividade e a sustentabilidade do setor agropecuário brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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