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Agronegócio

Operação padrão dos auditores da Recita preocupa o setor

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Desde quarta-feira (21.02) os auditores fiscais federais agropecuários deflagraram uma operação em todos os frigoríficos do país registrados no Sistema de Inspeção Federal (SIF).

A estratégia é semelhante à usada por outros setores do funcionalismo público, buscando melhores salários e reestruturação da carreira. O movimento gera apreensão na produção de carnes no Brasil.

Especialistas destacam riscos relacionados ao transporte de cargas vivas durante essa paralisação, enquanto associações já reportam dificuldades que podem prejudicar o setor.

Apesar de algumas fontes indicarem que o trânsito de cargas vivas permanece normal, relatos de problemas logísticos surgem, sinalizando potenciais consequências negativas para a indústria frigorífica.

A extensão do movimento pode resultar em maior ociosidade nas unidades de produção, comprometendo o abastecimento de animais e impactando a produção de carnes.

Até o momento, as operações frigoríficas mantêm-se dentro da programação estabelecida, mas especialistas destacam a necessidade de monitoramento contínuo, dada a ausência de resolução nas negociações entre o governo e o sindicato dos fiscais agropecuários.

Se o movimento persistir, além de prejudicar a produção, poderá impactar as exportações de carne e a saída de produtos perecíveis, gerando repercussões negativas em toda a economia.

A mobilização dos fiscais agropecuários já provoca impactos iniciais em diversos estados, com relatos de atrasos na produção e certificação de carnes de aves, suínos e bovinos, assim como de ovos.

A Associação dos Criadores de Mato Grosso destaca que a escala de abates aumentou recentemente, intensificando os prejuízos. Embora reconheçam a relevância das reivindicações dos servidores, as entidades ressaltam a preocupação para que o movimento não comprometa a atividade agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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