A Polícia Militar de Mato Grosso intensificou as ações da Patrulha Maria da Penha (PMP) durante a Operação Carnaval 2026, reforçando o trabalho preventivo e de conscientização no combate à violência doméstica e ao assédio sexual até a próxima quarta-feira (18.2), no Estado.
A iniciativa integra o planejamento estratégico durante o período festivo, quando há aumento do fluxo de pessoas em eventos públicos e privados. Além do policiamento ostensivo, as equipes da Patrulha Maria da Penha atuarão com ações educativas, orientações ao público e fiscalização do cumprimento de medidas protetivas.
Durante o Carnaval, policiais militares realizarão visitas solidárias, abordagens preventivas e distribuição de material informativo, alertando sobre a importância da denúncia e do respeito às mulheres.
“A Patrulha Maria da Penha vai atuar com ações de orientação com estandes, entregar informativos e adesivos com a mensagem ‘Não é Não!’ para que as mulheres possam curtir o Carnaval com respeito. Essas ações serão realizadas em todos os municípios com unidades da PMP. Na Baixada Cuiabana, será realizada a instalação de pontos em Cuiabá, Santo Antônio do Leverger e Chapada dos Guimarães”, destacou a capitã da Polícia Militar e gerente da Patrulha Maria da Penha em Mato Grosso, Denyse Valadão.
A Operação Carnaval 2026 foi deflagrada em todo o Estado até a próxima quarta-feira (18.2). A ação integra o programa Tolerância Zero contra as Facções Criminosas, criado pelo Governo do Estado.
Além do efetivo policial dos batalhões de área, equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Policiamento Montado (Cavalaria) e Proteção Ambiental (BPMPA) reforçarão os efetivos de rua, bem como as companhias de Força Tática e Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio).
A Polícia Civil deflagrou, nessa sexta-feira (29.5), a Operação Imperium Remotum, com o objetivo de cumprir ordens judiciais relacionadas à investigação de um homicídio ocorrido em Americana do Norte, distrito de Tabaporã.
A ação resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão domiciliar, além da prisão em flagrante de três pessoas pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
A operação decorreu de investigação conduzida pela Delegacia de Tabaporã para apurar o homicídio de um homem, de, 19 anos, ocorrido no dia 10 de maio de 2026, no distrito de Americana do Norte. Durante a ação criminosa, a vítima morreu e outras quatro pessoas ficaram sob restrição de liberdade dentro da residência.
As investigações apontaram que o crime apresentou características dos chamados “tribunais do crime”, prática utilizada por facções criminosas para impor punições ilegais. Segundo a apuração, a execução, por meio de facadas e de um tiro, ocorreu por determinação de integrantes de uma facção criminosa.
Durante a operação, os policiais civis cumpriram um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 21 anos, investigado por participação nos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado e favorecimento ao domínio social estruturado.
No distrito de Nova Fronteira, durante o cumprimento da prisão preventiva, os policiais localizaram drogas prontas para comercialização, dinheiro, anotações relacionadas ao tráfico e aparelhos celulares. Diante do material apreendido, uma mulher, de 30 anos, foi autuada em flagrante pelo crime de tráfico ilícito de drogas.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em uma residência em Tabaporã, os policiais apreenderam porções de pasta base de cocaína, cocaína, maconha, balanças de precisão e aparelhos celulares. No local, uma mulher, de 24 anos, e um homem, de 21 anos, receberam voz de prisão em flagrante pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
Na mesma residência, os policiais conduziram quatro adolescentes, de 15, 17, 16 e 15 anos para a delegacia. Eles responderão por atos infracionais análogos aos crimes de tráfico ilícito de drogas e associação para o tráfico.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Tabaporã após representação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.
O nome da operação, Imperium Remotum, faz referência ao exercício de poder à distância, em alusão à dinâmica investigada, na qual integrantes da organização criminosa coordenavam decisões e determinações por meio de chamadas de vídeo e aplicativos de comunicação.
As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e concluir a apuração dos fatos.