O Tribunal Constitucional do Peru emitiu nesta terça-feira (5) uma decisão determinando a libertação imediata do ex-presidente Alberto Fujimori, de 85 anos.
Fujimori cumpre atualmente uma sentença de prisão de 25 anos por abusos de direitos humanos e corrupção.
O ex-presidente recebeu um perdão presidencial em 2017 do então presidente Pedro Pablo Kuczynski. No entanto, em 2019, a Suprema Corte revogou esse indulto.
Alberto Fujimori enfrenta sérios problemas de saúde, incluindo câncer lingual, fibrilação auricular, doença pulmonar e hipertensão.
Ele foi condenado por ordenar o massacre de 25 pessoas durante os anos de 1991 e 1992, durante a luta de seu governo contra os guerrilheiros do Sendero Luminoso.
A decisão do Tribunal Constitucional destaca a interferência internacional, com a CIDH (Corte Interamericana de Direitos Humanos) tendo se envolvido anteriormente nas tentativas de Fujimori de recuperar a liberdade.
Apesar de ter ficado um bom tempo na prisão, Fujimori possui muita influência na política do Peru.
Em 2021, a filha de Alberto, Keiko Fujimori, concorreu à Presidência do país. Ela saiu derrotada por uma diferença pequena de votos.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.