A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu um mandado de prisão preventiva em Sinop, nesta quarta-feira (25.3), de um homem foragido da Justiça no município de Juara. Ele é investigado por envolvimento em um furto de grande proporção ocorrido em setembro de 2025.
O procurado, de 52 anos, foi preso pelos policiais civis da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), em uma residência no bairro Jardim Vitória Régia.
O foragido estava com a ordem de prisão preventiva decretada pelo juízo da Comarca de Juara pelo crime de furto de uma carga de aproximadamente 1,4 mil sacas de milho.
Conforme apurado pela Delegacia de Juara, o furto ocorreu em um armazém da região e contou com a participação de um funcionário do local, que desligou os sistemas de segurança para viabilizar o carregamento da carga e facilitar a subtração das sacas de milho.
A investigação identificou que o furto foi previamente planejado e executado de forma organizada, com divisão de tarefas entre os envolvidos. O suspeito foragido agiu como um dos articuladores do crime, sendo responsável por coordenar o esquema e viabilizar o pagamento ao executor.
Após a prática criminosa, o investigado começou a adotar comportamento evasivo, abandonando o local onde residia com o intuito de dificultar o trabalho policial, razão pela qual teve a prisão preventiva expedida pelo Poder Judiciário.
Durante diligências investigativas, os policiais civis de Juara, em conjunto com a Derf Sinop, descobriram o procurado no bairro Jardim Vitória Régia, em Sinop.
Diante das informações, as equipes foram até o endereço. No momento da abordagem policial, a namorada do suspeito tentou impedir a entrada no local. O homem também correu para tentar pular o muro do imóvel, porém foi contido.
O preso foi conduzido para as providências cabíveis em cumprimento ao mandado de prisão e, posteriormente, colocado à disposição da Justiça.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (2.6), a Operação Frete Frio, que mira um grupo criminoso suspeito de transportar drogas para outros estados escondidas em eletrodomésticos enviados por transportadoras. A ação cumpre ordens judiciais e busca interromper o esquema investigado pelas forças de segurança.
Na operação, são cumpridos três mandados de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar e medidas de bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros até o limite de R$ 400 mil por investigado. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.
As medidas foram decretadas com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e são cumpridas nas cidades de Cuiabá, onde estão concentrados dois dos alvos, e em Aparecida de Goiânia (GO).
O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio das equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil de Mato Grosso e da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de Goiás.
Descoberta do esquema
A investigação foi iniciada em 27 de abril deste ano, após a apreensão de aproximadamente 15 quilos de cocaína ocultada no interior de um climatizador de ar despachado de Cuiabá com destino ao Estado de Goiás. O entorpecente estava dividido em 14 tabletes envoltos em fita adesiva e acondicionado dentro do eletrodoméstico. Posteriormente, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou tratar-se de cocaína.
Em continuidade às investigações, os policiais da Denarc identificaram o responsável pelo despacho da encomenda em uma empresa de transporte localizada em Cuiabá. Por meio de imagens do circuito de monitoramento e comprovantes de pagamento via Pix, foi possível identificar um dos integrantes do grupo, apontado como responsável pelo envio da carga ilícita.
As investigações também revelaram que o climatizador utilizado para ocultar a droga foi adquirido por outro integrante do grupo, que teria realizado a compra do equipamento e solicitado a emissão da nota fiscal em nome de um terceiro investigado, morador de Aparecida de Goiânia (GO) e apontado como destinatário da encomenda.
“Os investigados atuavam na logística do transporte interestadual da droga, utilizando o envio de mercadorias e eletrodomésticos como mecanismos para ocultar os entorpecentes e dificultar a fiscalização policial”, explicou o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho.
Nome da operação
O nome “Frete Frio” faz referência ao método empregado pelo grupo criminoso, que utilizava equipamentos de climatização e o serviço regular de transporte de cargas para dissimular a movimentação de drogas entre estados, conferindo aparência de legalidade à atividade ilícita.
Operação Pharus
A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, inserida no Programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções criminosas em todo o Estado.
Renarc
A investigação também integra os trabalhos da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc).
A rede reúne os delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para definir estratégias de enfrentamento ao narcotráfico em todo o país.