A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município de Barra do Garças, efetuou a prisão de uma mulher, na tarde de terça-feira (10.2), por descumprimento de medida protetiva de urgência.
A investigada, de 32 anos, estava com a ordem de prisão preventiva em aberto constando no Banco Nacional de Mandados de Prisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A medida protetiva foi solicitada pela ex-companheira do atual marido da suspeita, que relatou ter sido vítima de ameaças. Os desentendimentos entre as envolvidas foram registrados desde o ano de 2022.
Conforme apurado pela Derf de Barra do Garças, mesmo ciente da decisão judicial que lhe impunha restrições, a suspeita foi até o local de trabalho da vítima. Não a encontrando, informou ao vigilante do estabelecimento que aguardaria no lado externo.
Posteriormente, a suspeita encaminhou mensagens com teor de ameaça ao número de WhatsApp institucional do órgão onde a vítima trabalha, para que ela tivesse acesso ao conteúdo por meio do telefone funcional.
Diante dos fatos e temendo por sua integridade física, a vítima apresentou ao Poder Judiciário os registros das mensagens e demais elementos comprobatórios.
Com base nas informações, o juízo competente decretou a prisão preventiva da suspeita pelo descumprimento das medidas impostas.
Após tomarem conhecimento da ordem judicial, a equipe de policiais civis da Derf de Barra do Garças realizou diligências para localizar a procurada, a qual foi presa e conduzida para as providências legais.
Em seguida a mulher foi apresentada e colocado à disposição da Justiça.
A Polícia Civil deflagrou, nessa sexta-feira (29.5), a Operação Imperium Remotum, com o objetivo de cumprir ordens judiciais relacionadas à investigação de um homicídio ocorrido em Americana do Norte, distrito de Tabaporã.
A ação resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão domiciliar, além da prisão em flagrante de três pessoas pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
A operação decorreu de investigação conduzida pela Delegacia de Tabaporã para apurar o homicídio de um homem, de, 19 anos, ocorrido no dia 10 de maio de 2026, no distrito de Americana do Norte. Durante a ação criminosa, a vítima morreu e outras quatro pessoas ficaram sob restrição de liberdade dentro da residência.
As investigações apontaram que o crime apresentou características dos chamados “tribunais do crime”, prática utilizada por facções criminosas para impor punições ilegais. Segundo a apuração, a execução, por meio de facadas e de um tiro, ocorreu por determinação de integrantes de uma facção criminosa.
Durante a operação, os policiais civis cumpriram um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 21 anos, investigado por participação nos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado e favorecimento ao domínio social estruturado.
No distrito de Nova Fronteira, durante o cumprimento da prisão preventiva, os policiais localizaram drogas prontas para comercialização, dinheiro, anotações relacionadas ao tráfico e aparelhos celulares. Diante do material apreendido, uma mulher, de 30 anos, foi autuada em flagrante pelo crime de tráfico ilícito de drogas.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em uma residência em Tabaporã, os policiais apreenderam porções de pasta base de cocaína, cocaína, maconha, balanças de precisão e aparelhos celulares. No local, uma mulher, de 24 anos, e um homem, de 21 anos, receberam voz de prisão em flagrante pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
Na mesma residência, os policiais conduziram quatro adolescentes, de 15, 17, 16 e 15 anos para a delegacia. Eles responderão por atos infracionais análogos aos crimes de tráfico ilícito de drogas e associação para o tráfico.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Tabaporã após representação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.
O nome da operação, Imperium Remotum, faz referência ao exercício de poder à distância, em alusão à dinâmica investigada, na qual integrantes da organização criminosa coordenavam decisões e determinações por meio de chamadas de vídeo e aplicativos de comunicação.
As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e concluir a apuração dos fatos.