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MATO GROSSO

Polícia Civil desarticula célula de facção criminosa envolvida com tráfico de drogas e extorsão em Rondonópolis

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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre, na manhã desta quinta-feira (7.5), 19 ordens judiciais no âmbito da Operação Continuum, deflagrada contra uma célula de uma facção criminosa que agia no tráfico de drogas, extorsão de comerciantes e jogos de azar na região do bairro Bom Pastor, em Rondonópolis.

São cumpridos, na operação, 11 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias da Comarca de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Ao todo, 13 equipes de unidades da Delegacia Regional de Rondonópolis participam do cumprimento das ordens judiciais, todas executadas no município.

A investigação é um desdobramento da Operação Impetus, deflagrada em maio de 2025, quando 38 ordens judiciais foram cumpridas com o objetivo de desarticular a célula da facção que atuava no bairro Jardim Tropical.

A partir dos elementos colhidos na operação, outras diligências foram realizadas, sendo possível identificar mais 10 suspeitos que atuam no bairro Bom Pastor e possuem ligação com a célula que operava no Jardim Tropical.

Célula do tráfico e extorsão a comerciantes

Nas investigações, foi possível identificar 10 suspeitos apontados como integrantes de uma célula de uma facção criminosa na região do bairro Bom Pastor, com funções bem definidas. Um deles, por exemplo, era responsável pela distribuição e recolhimento dos valores provenientes da venda de drogas. Os demais atuavam na distribuição de drogas aos usuários.

A delegada Anna Paula Marien, responsável pelas investigações, destacou que a célula desmantelada em maio de 2025, no bairro Jardim Tropical, agia de forma interligada com os suspeitos que foram alvo da operação deflagrada nesta quinta-feira (7).

Os policiais verificaram também forte controle sobre o comércio local e que os investigados exigiam dinheiro dos estabelecimentos.

“Quando uma facção criminosa passa a cobrar valores de comerciantes locais, não estamos diante apenas de uma extorsão isolada. Estamos diante de uma tentativa clara de substituição do Estado, de imposição de poder paralelo e de domínio territorial por meio do medo. Por isso, o combate a esse tipo de crime precisa ser firme, estratégico e contínuo”, destacou a delegada.

Jogos de azar

As investigações também apontaram a atuação da facção criminosa na exploração de jogos de azar como forma de obtenção de lucro ilícito e fortalecimento financeiro da organização. Conforme apurado pela Derf de Rondonópolis, os investigados mantinham controle da distribuição de máquinas utilizadas em jogos de azar, além do gerenciamento de valores arrecadados com a atividade ilegal.

Durante a análise do material apreendido, foram identificadas planilhas, cadastros e relatórios internos relacionados à exploração dos jogos, demonstrando que a prática integrava a estrutura financeira da facção criminosa na região do bairro Bom Pastor.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renorcrim

As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ações do TJMT ajudam população em situação de rua a reconstruir caminhos

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Dois homens sentados em uma mureta baixa diante de banner roxo com a frase "Atendimento Aqui" e "Acesso à Justiça para Pessoas em Situação de Rua". Um cachorro dorme na grama ao lado.“O combate à invisibilidade passa por reconhecer essas pessoas vulneráveis como sujeitos de direitos, não apenas como casos sociais”. A fala é do juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, e retrata uma realidade enfrentada pela população em situação de rua em todo o país.
Em meio à correria das cidades, essas pessoas acabam passando despercebidas pela sociedade, mesmo que estejam em busca de dignidade. Em Mato Grosso, no entanto, esse cenário tem sido enfrentado com atuação ativa do Poder Judiciário.
Continuamente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) desenvolve ações para garantir que essas pessoas sejam vistas não apenas pelas vulnerabilidades, mas como cidadãos com direitos assegurados pela Constituição Federal.
Homem de óculos e camiseta branca com logo "Pop Rua Jud" dá entrevista. Um microfone da TV Justiça e um celular estão posicionados à frente dele para a gravação.A proposta do TJMT vai além do atendimento jurídico tradicional, construindo possibilidades de recomeço a partir da recuperação de documentos, acesso a serviços públicos e benefícios sociais, emprego e outras iniciativas de acolhimento. Para o juiz Wanderlei José dos Reis, levar o aparato da Justiça até essa população é fundamental para o enfrentamento dessas barreiras.
“O modelo tradicional de Justiça não alcança essas pessoas, por isso temos a Resolução CNJ n.º 425/2021, que estabeleceu mais uma política pública judiciária, instituindo que o Judiciário deve ser proativo. Ao caminharmos ao encontro delas, concretizamos o princípio do acesso universal à Justiça e densificamos o princípio da dignidade humana, ambos previstos na Constituição”, avalia o magistrado.
Wanderlei Reis, que é titular da 2ª Vara de Família e Sucessões de Rondonópolis e coordenador do PopRuaJud, explica ainda que, por meio de mutirões de cidadania e projetos itinerantes, o Judiciário leva atendimento até os locais onde essas pessoas estão. O objetivo é oferecer orientação, acolhimento e assegurar direitos básicos.
Mulher em guichê de atendimento conversa com homem sentado à sua frente. Entre eles, um computador mostra o sistema. O ambiente é amplo e sugere uma ação de serviços públicos.O magistrado relata que as demandas apresentadas são diversas. Há busca por documentos civis, atendimento de saúde, benefícios assistenciais, trabalhistas e até auxílio em questões familiares. Existem ainda casos envolvendo violência, discriminação e violação de direitos. Segundo Wanderlei Reis, o trabalho engajado do TJMT também cria uma relação de confiança entre a instituição e essa população.
“Nossas ações envolvem parcerias com órgãos de assistência social, Defensoria Pública e outras entidades que nos ajudam a proporcionar um atendimento diversificado, humanizado e simplificado. Dessa forma, conseguimos oferecer suporte completo, permitindo que essas pessoas encontrem caminhos para retomar a própria autonomia”, pontua o juiz coordenador.
*A expressão “casos sociais” costuma ser usada para tratar pessoas vulneráveis apenas como um problema assistencial, alguém que depende de ajuda ou caridade, sem enxergar sua individualidade, cidadania e direitos garantidos por lei.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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