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POLÍCIA

Polícia Civil prende autor de furto de equipamentos avaliados em mais de R$ 20 mil

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Autor de furto de equipamentos avaliados em mais de R$ 20 mil, foi preso pela Polícia Civil, na sexta-feira (17.11), durante ação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande. O suspeito foi autuado em flagrante por furto qualificado.
As diligências iniciaram logo que o médico veterinário procurou a Derf de Várzea Grande para registrar a ocorrência. A vítima informou que estacionou sua camionete Hilux no centro de Várzea Grande, e ao retornar verificou que o veículo havia sido arrombado.
De dentro do veículo foram furtados diversos equipamentos como aparelho de ultrassonografia, caixa de ferramentas, luvas de palpação, botas de borracha, perfumes, conversor de energia, entre outros produtos.
Diante dos fatos os policiais civis passaram a apurar a ocorrência, e identificaram um dos envolvidos no crime, o qual usava roupa de uniforme de uma empresa do ramo de peças de carro e pneus.
Com base nos indícios os investigadores localizaram o suspeito, que ao ser abordado acabou confessando a participação no furto. Em seguida ele foi encaminhado para esclarecimentos.
Na Derf de Várzea Grande o conduzido relatou que cometeu o crime junto com outro comparsa, utilizando um controle remoto para bloquear o sistema de trava e alarme da camionete, mas foi necessário usar uma chave de fenda para arrombar e abrir a porta da Hilux.
O suspeito contou que a dupla queria furtar o veículo, pois o seu comparsa possui um programa em seu tablet que desprograma e recodifica o sistema de ignição de camionetes com outro sistema. Porém como a Hilux possuía sistema de ignição com chave, eles decidiram furtar os itens que estavam no interior do veículo.

Sobre os pertencentes furtados, o suspeito contou que havia deixado com o comparsa, para pagamento de uma dívida entre os dois. O preso alegou também que por trabalhar como mecânico, tendo facilidade com o programa que descodifica e recodifica o sistema de ignição de caminhonetes, modelo Hilux, essa função é valorizada no meio criminoso.
Ao ser interrogado o preso foi autuado em flagrante pelo crime de furto qualificado. Após a confecção dos autos, ele foi apresentado e colocado à disposição da Justiça.
O aparelho de ultrassom foi recuperado pela equipe da Derf de Várzea Grande, horas depois da prisão, nas proximidades da Arena Pantanal, em Cuiabá.

As investigações continuam visando prender o segundo envolvido no furto e recuperar o restante dos objetos furtados.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Investigado pela Polícia Civil por matar e ocultar corpo de usuário de drogas é condenado a 27 anos de prisão

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O autor de um homicídio em Cuiabá, há quatro anos, que confessou a autoria à Polícia Civil dois anos após o crime, foi condenado nessa sexta-feira (21.06), em sessão do tribunal do júri na Comarca da capital, a 27 anos de prisão.

Wanderson Damião Silva de Jesus, de 33 anos, recebeu penas pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e integração de organização criminosa. A decisão do juiz Pierro de Faria Mendes ratificou a prisão preventiva e negou pedido da defesa para que o réu responda ao processo em liberdade.

O crime, conforme confissão do réu à equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá, ocorreu em janeiro de 2020, mas a ossada da vítima foi localizada apenas em junho de 2022, após a Polícia Civil receber uma denúncia. A vítima era conhecida apenas pelo apelido de ‘paulista’.

Wanderson tem antecedentes criminais, com duas condenações transitadas em julgado, ambas pelo delito de roubo.

Ossada e homicídio

Em junho de 2022, a equipe da DHPP localizou uma ossada humana, na região da ponte de ferro no distrito do Coxipó do Ouro, em Cuiabá. A delegacia recebeu uma denúncia de que havia uma ossada em uma estrada vicinal do distrito e era, possivelmente, de uma vítima de homicídio.

A equipe do delegado Caio Fernando Albuquerque realizou diligências no local para recolhimento dos restos mortais, sendo possível identificar partes como os ossos da bacia, costelas, fêmur e maxilar. A região onde o corpo da vítima estava é apontada em outras investigações policiais como um local de homicídios ou desova de cadáveres.

Outras informações coletadas pelos policiais levaram à localização de um dos envolvidos no crime, investigado pela DHPP por envolvimento em homicídios na região da Ponte de Ferro.

O investigado Wandersn Jesus confirmou à equipe policial sobre a ossada e que tinha envolvimento no homicídio, além de apontar mais uma pessoa como comparsa no crime.

À época, ele foi preso em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver e integração de organização criminosa. O flagrante foi convertido em prisão preventiva.

Wanderson detalhou aos policiais civis que o homicídio ocorreu em janeiro de 2020, em uma residência que ele alugava junto com o comparsa, na Vila Rosa, região do bairro CPA 3, usada para o tráfico de drogas. Na noite do crime, a vítima, apenas conhecida pelo apelido de ‘Paulista’ e que era monitorada por tornozeleira eletrônica, chegou à residência para comprar drogas. No local também estava outra pessoa, que comentou que a vítima seria integrante de uma facção criminosa paulista.

Então, o comparsa de Wanderson entrou em contato com presos na Penitenciária Central do Estado, passou a foto da vítima pedindo orientação sobre o que deveria ser feito e recebeu a ordem para executar ‘Paulista’.

Em seguida, os criminosos amarraram a vítima pelos pés e mãos e a enforcaram. Após a vítima desmaiar, foi estrangulada e espancada, mesmo já morta. Os executores aguardaram até a meia-noite e, depois, levaram o corpo ao ponto da desova, no Coxipó do Ouro.

Os dois criminosos retornaram ao local onde o corpo foi desovado, cerca de 30 dias depois. A área tinha sofrido uma queimada, então eles pegaram as partes dos ossos e jogaram para dentro do mato, com a intenção de dificultar as buscas.

O homem preso pela DHPP informou ainda que o outro comparsa já teria falecido, também vítima de homicídio.

“Ele confessou, em detalhes, tanto o homicídio quanto a ocultação de cadáver, delatou o comparsa e foi muito claro sobre a motivação ao dizer que o crime foi cometido pelo fato da vítima supostamente ser de outra facção e que o aval para o homicídio deu-se após decreto de lideranças em estabelecimento prisional”, explicou o delegado Caio Fernando.

A vítima não foi identificada, uma vez que Wanderson não soube informar o nome completo dela e tampouco os restos mortais permitiram chegar a essa informação. Somente um exame de DNA poderá comprovar a identidade.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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