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POLÍCIA

Polícia Civil prende em Cuiabá criminoso suspeito de planejar sequestro e extorsão de secretário municipal

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Uma apuração conjunta da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis e Gerência de Combate ao Crime Organizado chegou à identificação do suspeito de planejar e instruir o grupo criminoso que sequestrou e extorquiu uma vítima na cidade de São José do Povo, no sul do estado. Os criminosos sequestraram a vítima, que exerce o cargo de secretário municipal, na última terça-feira, e a obrigaram a fazer transferências bancárias que totalizaram 247 mil reais.

O suspeito de planejar o crime foi preso na quarta-feira (23.08), em Cuiabá. Durante diligências, a equipe da GCCO o localizou em um imóvel no bairro Jardim Mossoró, na Capital. Com ele estavam mais dois suspeitos que foram detidos em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Contra o suspeito de planejar a empreitada criminosa, a equipe da GCCO constatou que havia dois mandados de prisão em aberto, decretados pela Comarca de Rondonópolis, pelos crimes de roubo majorado e tráfico de drogas.

Também na quarta-feira, a equipe da Derf de Rondonópolis prendeu uma mulher de 22 anos por receber parte dos valores extorquidos da vítima sequestrada em São José do Povo. Ela foi autuada em flagrante pelos crimes de extorsão qualificada, falsidade ideológica e falsa comunicação de crime. Para tentar criar um álibi para si, a suspeita registrou em Rondonópolis um boletim de ocorrência, enquanto a vítima era mantida em cárcere, relatando que seu aparelho celular, com senhas de aplicativos bancários, havia sido furtado. A comunicação foi feita com a intenção de excluir sua participação no crime.

A Delegacia de Roubos e Furtos de Rondonópolis continua com as investigações para identificar todos os envolvidos no crime.

Extorsão mediante sequestro

Na manhã de terça-feira, dois homens arrombaram a porta da residência da vítima, em São José do Povo, a renderam e roubaram objetos, como notebook, videogame e uma arma de pressão. Em seguida, os criminosos obrigaram a vítima entrar em seu veículo e saíram em direção a um cativeiro, onde a obrigaram a ligar o notebook e fazer cinco transferências bancárias que totalizaram R$ 247 mil. Depois, a vítima foi liberada no final da Rodovia do Peixe, em Rondonópolis.

A vítima relatou à Polícia Civil que durante o tempo que permaneceu em cativeiro, os criminosos mantinham contato com uma terceira pessoa que instruía toda a ação. Após as transferências, os dois suspeitos continuaram falando ao telefone com essa pessoa, que pedia mais dinheiro.

Antes de seguir para o segundo cativeiro, outra pessoa foi ao local onde o secretário era mantido para colocar combustível no carro da vítima e o grupo continuou insistindo para que a vítima transferisse mais dinheiro. Como não foi possível, eles saíram com vítima para o segundo cativeiro, não conseguiram realizar mais transferências e o secretário municipal foi libertado na Rodovia do Peixe, próximo à Gleba Rio Vermelho.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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