Um homem foragido da Bahia foi preso pela Polícia Civil de Mato Grosso, neste sábado (28.03), em Nova Xavantina. O suspeito fazia uso de documento falso, razão pela qual também foi autuado em flagrante delito.
O procurado, de 43 anos, estava com o mandado de prisão preventiva em aberto e foi preso pela Delegacia de Nova Xavantina, após mais de 17 anos do crime que motivou a decretação da ordem judicial.
Durante diligências investigativas, os policiais civis descobriram que o foragido estava com a prisão expedida pelo juízo da Comarca de Camaçari (BA), pelo crime de homicídio.
Diante das informações a equipe logrou êxito em localizar o foragido no bairro Setor Nova Brasília, em Nova Xavantina. No momento da abordagem, o suspeito foi cientificado da existência do mandado de prisão em seu desfavor.
Ainda segundo apurado o suspeito utilizava um apelido como identidade, o que dificultava sua localização ao longo dos anos. Com ele foi localizada uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) falsa.
O documento apresentado não possuía registro nos sistemas oficiais e, após verificação, foi confirmado como fraudulento, caracterizando o crime de uso de documento falso.
Diante dos fatos, ¿ele foi conduzido para as providências cabíveis. Na Delegacia de Nova Xavantina o suspeito foi interrogado e além de preso por força do mandado judicial, foi autuado em flagrante pelo crime de uso de documento falso.
Após ¿as confecções dos autos, o preso foi colocado à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil deflagrou, nessa sexta-feira (29.5), a Operação Imperium Remotum, com o objetivo de cumprir ordens judiciais relacionadas à investigação de um homicídio ocorrido em Americana do Norte, distrito de Tabaporã.
A ação resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão domiciliar, além da prisão em flagrante de três pessoas pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
A operação decorreu de investigação conduzida pela Delegacia de Tabaporã para apurar o homicídio de um homem, de, 19 anos, ocorrido no dia 10 de maio de 2026, no distrito de Americana do Norte. Durante a ação criminosa, a vítima morreu e outras quatro pessoas ficaram sob restrição de liberdade dentro da residência.
As investigações apontaram que o crime apresentou características dos chamados “tribunais do crime”, prática utilizada por facções criminosas para impor punições ilegais. Segundo a apuração, a execução, por meio de facadas e de um tiro, ocorreu por determinação de integrantes de uma facção criminosa.
Durante a operação, os policiais civis cumpriram um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 21 anos, investigado por participação nos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado e favorecimento ao domínio social estruturado.
No distrito de Nova Fronteira, durante o cumprimento da prisão preventiva, os policiais localizaram drogas prontas para comercialização, dinheiro, anotações relacionadas ao tráfico e aparelhos celulares. Diante do material apreendido, uma mulher, de 30 anos, foi autuada em flagrante pelo crime de tráfico ilícito de drogas.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em uma residência em Tabaporã, os policiais apreenderam porções de pasta base de cocaína, cocaína, maconha, balanças de precisão e aparelhos celulares. No local, uma mulher, de 24 anos, e um homem, de 21 anos, receberam voz de prisão em flagrante pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
Na mesma residência, os policiais conduziram quatro adolescentes, de 15, 17, 16 e 15 anos para a delegacia. Eles responderão por atos infracionais análogos aos crimes de tráfico ilícito de drogas e associação para o tráfico.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Tabaporã após representação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.
O nome da operação, Imperium Remotum, faz referência ao exercício de poder à distância, em alusão à dinâmica investigada, na qual integrantes da organização criminosa coordenavam decisões e determinações por meio de chamadas de vídeo e aplicativos de comunicação.
As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e concluir a apuração dos fatos.