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POLÍCIA

Polícia Civil prende mandante de vítima morta por dívida de entorpecentes com grupo criminoso

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A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Rondonópolis cumpriu, nesta quarta-feira (15.05), a prisão do mandante de um homicídio ocorrido na cidade, no início do mês de abril.

Na noite do dia 03 de abril, Odair Santos da Silva, de 41 anos, foi atingido com disparos de arma de fogo em uma rua do bairro Jardim Rondônia. A vítima morreu ainda no local, sem que tivesse qualquer chance de defesa.

As investigações da DHPP de Rondonópolis tiveram início imediatamente após o fato e a equipe policial apurou informações de que a vítima era usuária de entorpecentes e tinha uma dívida. Após ser cobrado e não pagar a droga, Odair teve a morte ‘decretada pelo integrante de uma facção criminosa.

Após várias diligências, a equipe policial identificou que M.V.C.D.S, de 25 anos, é disciplina da facção e a pessoa que determinou a morte da vítima. Dias antes de ser morto, Odair foi torturado e agredido a golpes de chicote desferidos pelo mandante.

A equipe policial apurou também que M.V.C.D.S estava à procura da vítima no dia em que ela foi morta, tendo ordenado, inclusive, a outros criminosos que segurassem a vítima caso conseguissem localizá-la.

A DHPP identificou outro suspeito envolvido no homicídio, também integrante da facção criminosa. Ele está com mandado decretado e é procurado.

De acordo com o delegado João Paulo Praisner, até o momento foram identificados os dois envolvidos diretamente na morte da vítima, sendo o mandante, preso temporariamente, e outro responsável por atrair a vítima até o local onde foi morta.

M.V.C.D.S é considerado um criminoso de alta periculosidade e responde a outros processos pelos delitos de roubo e por integrar organização criminosa.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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queiroz

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