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MATO GROSSO

Polícia Civil prende membros de facção foragidos por homicídio em Pontes e Lacerda

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Dois criminosos envolvidos em um grave crime de tortura e homicídio ocorrido no mês de agosto em Pontes e Lacerda tiveram mandados de prisão cumpridos pela Polícia Civil, no final da tarde de segunda-feira (15.12), em ação realizada na área rural do município.

Os suspeitos, ligados a uma facção criminosa, estavam atuando como “seguranças” em um garimpo na região de Pontes e Lacerda e com a decretação dos mandados, planejavam fugir para o estado de Rondônia.

Além das prisões dos foragidos, a ação resultou na prisão de outros dois criminosos, um deles em flagrante por tráfico e outro que também estava com mandado de prisão em aberto, e na apreensão de armas de fogo, munições, drogas e apetrechos relacionados ao tráfico de drogas.

As diligências iniciaram após os policiais da Delegacia de Pontes e Lacerda receberem denúncia anônima sobre a atuação dos criminosos no garimpo, e que dois deles estariam com mandados de prisão em aberto pelo homicídio de José Henrique Marques Silva, ocorrido no dia 25 de agosto.

Segundo as informações, os suspeitos estavam escondidos em uma propriedade rural, onde planejavam a fuga. Diante da grave denúncia e da possibilidade de fuga dos procurados, os policiais imediatamente iniciaram as diligências e no momento em que chegaram na propriedade, os suspeitos fugiram para uma área de mata.

Durante a perseguição, os suspeitos foram capturados, sendo confirmadas suas identidades, e os mandados de prisão em aberto. Questionados, um deles confessou estar em posse de um revólver calibre 38 com seis munições e com o outro foi encontrada uma pistola 9 mm, no interior da sua mochila.

Apreensões e outras prisões

Devido ao grande número de pessoas no local, os policiais deram continuidade às abordagens, sendo encontrado com um terceiro suspeito, uma bolsa com porções de maconha e oito munições calibre 9mm intactas. .

Um quarto suspeito, ao ser abordado, se apresentou com nome falso, mas em checagem no sistema, foi descoberta a sua verdadeira identidade, assim como um mandado de prisão em aberto, o qual foi devidamente cumprido.

Diante dos fatos, os quatro criminosos foram conduzidos à Delegacia de Pontes e Lacerda para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocados à disposição da Justiça.

Homicídio

Segundo as investigações, o homicídio que vitimou José Henrique Marques Silva teria sido motivado por cabritagem, ou seja, em razão da vítima estar vendendo drogas sem autorização da facção criminosa.

No dia do crime, os criminosos montaram uma armadilha, utilizando uma mulher (já presa), para entrar em contato com a vítima sobre o pretexto de vender drogas.

Quando a vítima chegou ao local combinado, foi abordada pelos dois suspeitos, que o levaram para residência de outra mulher (que também foi presa), onde foi submetido a um julgamento do tribunal do crime.

Após ser considerado culpado, José Henrique, foi executado, sendo o seu corpo localizado no dia seguinte com sinais de tortura.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Rômulo Schifer, embora tenha sido possível identificar os suspeitos, a captura foi mais complexa, pois eles se escondiam em região de garimpo ilegal. “Na região, eles atuavam como disciplina de facção criminosa, buscando controlar aquele lugar e oprimir as pessoas com a ostentação de armas de fogo”, disse o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Projeto de jiu-jitsu fortalece protagonismo e identidade cultural de estudantes indígenas em Brasnorte

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A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.

Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.

Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.

De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.

“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.

Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.

Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.

Fonte: Governo MT – MT

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