Uma mulher investigada pela participação na morte de um idoso ocorrida, no ano de 2023, em Cuiabá teve o mandado de prisão temporária cumprido pela Polícia Civil, na segunda-feira (24.11), após ser identificada em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O sobrinho-neto da vítima e namorado da investigada foi apontado nas investigações como o responsável pela execução do idoso também está com mandado de prisão decretado Justiça, porém segue foragido.
O crime ocorreu no dia 22 de setembro de 2023, no bairro Tancredo Neves, em Cuiabá. A vítima Rafael de Siqueira Faria, de 78 anos, foi encontrada amarrada pelos pés, mãos e pescoço, presa a uma cadeira de madeira, apresentando sinais de violência.
Segundo a perícia, a vítima foi morta por asfixia mecânica, caracterizada como estrangulamento. Em análise do local, foi verificado que o veículo da vítima estava na garagem e apenas o aparelho celular e alguns documentos haviam desaparecido.
As investigações conduzidas pela equipe da Delegacia de Homicídios identificaram o envolvimento do sobrinho-neto da vítima e da sua companheira no crime, supostamente com a intenção de subtrair valores em dinheiro, aproximadamente R$ 5 mil, que o idoso guardava dentro de casa com a intenção de comprar um lote.
Dias após o crime, o investigado, que já possuía histórico de violência, foi visto exibindo quantias de dinheiro, apesar de estar desempregado e chegou a se declarar integrante de uma facção criminosa. Elementos colhidos durante as investigações também evidenciaram a participação de sua companheira no crime.
Diante dos fatos, o delegado responsável pelas investigações, Edison Pick, representou pela prisão temporária dos investigados, que foram deferidas pela Justiça. O mandado contra a investigada foi cumprido nesta segunda-feira (24) e, posteriormente, a presa foi colocada à disposição da Justiça.
As diligências seguem em andamento para a prisão do segundo envolvido no crime.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (2.6), a Operação Frete Frio, que mira um grupo criminoso suspeito de transportar drogas para outros estados escondidas em eletrodomésticos enviados por transportadoras. A ação cumpre ordens judiciais e busca interromper o esquema investigado pelas forças de segurança.
Na operação, são cumpridos três mandados de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar e medidas de bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros até o limite de R$ 400 mil por investigado. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.
As medidas foram decretadas com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e são cumpridas nas cidades de Cuiabá, onde estão concentrados dois dos alvos, e em Aparecida de Goiânia (GO).
O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio das equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil de Mato Grosso e da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de Goiás.
Descoberta do esquema
A investigação foi iniciada em 27 de abril deste ano, após a apreensão de aproximadamente 15 quilos de cocaína ocultada no interior de um climatizador de ar despachado de Cuiabá com destino ao Estado de Goiás. O entorpecente estava dividido em 14 tabletes envoltos em fita adesiva e acondicionado dentro do eletrodoméstico. Posteriormente, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou tratar-se de cocaína.
Em continuidade às investigações, os policiais da Denarc identificaram o responsável pelo despacho da encomenda em uma empresa de transporte localizada em Cuiabá. Por meio de imagens do circuito de monitoramento e comprovantes de pagamento via Pix, foi possível identificar um dos integrantes do grupo, apontado como responsável pelo envio da carga ilícita.
As investigações também revelaram que o climatizador utilizado para ocultar a droga foi adquirido por outro integrante do grupo, que teria realizado a compra do equipamento e solicitado a emissão da nota fiscal em nome de um terceiro investigado, morador de Aparecida de Goiânia (GO) e apontado como destinatário da encomenda.
“Os investigados atuavam na logística do transporte interestadual da droga, utilizando o envio de mercadorias e eletrodomésticos como mecanismos para ocultar os entorpecentes e dificultar a fiscalização policial”, explicou o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho.
Nome da operação
O nome “Frete Frio” faz referência ao método empregado pelo grupo criminoso, que utilizava equipamentos de climatização e o serviço regular de transporte de cargas para dissimular a movimentação de drogas entre estados, conferindo aparência de legalidade à atividade ilícita.
Operação Pharus
A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, inserida no Programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções criminosas em todo o Estado.
Renarc
A investigação também integra os trabalhos da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc).
A rede reúne os delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para definir estratégias de enfrentamento ao narcotráfico em todo o país.