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MATO GROSSO

Polícia Civil prende suspeito de envolvimento na morte de motorista de aplicativo em Rondonópolis

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A Polícia Civil prendeu um homem, de 27 anos, suspeito de envolvimento na morte de um motorista de aplicativo, de 48 anos, em Rondonópolis. O crime foi praticado em 5 de fevereiro deste ano.

A prisão ocorreu nesta terça-feira (11.2), em cumprimento de mandado de prisão preventiva, expedido pela Primeira Vara Criminal de Cuiabá. Ele foi preso no Residencial Celina Bezerra, onde residia seus familiares.

Após a prisão, o investigado foi conduzido à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, onde foram realizados os procedimentos legais cabíveis e, posteriormente, colocado à disposição da Justiça.

O crime

Na noite de 5 de fevereiro de 2026, a Polícia Civil foi acionada sobre o desaparecimento de um homem, por meio de registro de boletim de ocorrência.

Segundo informado, até aquele momento, o homem não havia retornado à sua residência, nem aos contatos feitos ao seu celular.

Diante do ocorrido, foram iniciadas diligências, com intuito de localizá-lo. No dia seguinte, dia 6, o veículo da vítima foi localizado abandonado nas proximidades do Bairro Celina Bezerra. Durante análise preliminar, foi constatado que os cintos de segurança do automóvel haviam sido cortados e os documentos da vítima queimados no interior do automóvel.

O corpo do homem foi identificado, logo depois, à tarde, em uma região de mata.

Investigação

Após trabalho investigativo, a equipe da DHPP identificou um dos autores do crime, efetivando sua prisão nesta terça-feira (11). As diligências prosseguem, com o objetivo de identificar e prender um segundo envolvido na ação criminosa.

Embora o inquérito policial tenha sido inicialmente instaurado para apurar crime de homicídio, no decorrer das investigações ficou evidenciado tratar-se de crime patrimonial, configurando roubo seguido de morte (latrocínio), cuja pena prevista é de 20 a 30 anos de reclusão.

Alegação

Em interrogatório, o investigado confessou a participação no homicídio, alegando que ele e um outro suspeito de envolvimento no crime, ainda não localizado, tinham intenção de praticar um roubo.

Segundo o relato, ao chegarem a um local escuro, a dupla anunciou o assalto, utilizando um simulacro de arma de fogo e uma faca. Houve reação da vítima, quando foi aplicado um golpe no pescoço da vítima (‘gravata’), levando-a perder a consciência.

Em seguida, declarou que tomaram a direção do veículo, deslocando-se até uma região de mata, onde a vítima foi abandonada e, posteriormente, encontrada já em óbito.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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queiroz

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