A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) capacita servidores de municípios do interior de Mato Grosso para a emissão da Carteira de Indentificação Nacional (CIN). O treinamento vai garantir mais celeridade no procedimento.
Realizada por dois papiloscopistas da instituição, a capacitação teve início no dia 13 de maio e segue até sexta-feira (24.05), de maneira presencial e online, na sede da Defensoria Pública do Estado.
Durante duas semanas, os servidores municipais tiveram acesso a conteúdos teóricos e práticos, que vão desde a operacionalização do Sistema de Identificação Civil, legislação, atendimento ao púbico, técnicas de coleta das impressões digitais por meio dos kits de identificação biométrica, consulta e emissão de documentos de identificação criminal.
O treinamento conta com três dias voltados à atividade prática, com a expedição de Carteiras de Identidade Nacionais de servidores da Defensoria Pública. Até o momento, 50 servidores foram atendidos com a ação.
Treinamento
A capacitação é necessária devido à renovação de termos de cooperação da Politec com municípios, e considerando a mudança de servidores que prestarão serviços nos postos de identificação das prefeituras, bem com o a abertura de novos postos de atendimento.
É o caso do município de São José do Povo, que contará com um posto de identificação inédito, cuja servidora também está sendo capacitada.
Os postos de identificação de Juína, Nortelândia e Santo Antônio do Leste, que estavam inativos, retomarão os atendimentos e serão viabilizados com a capacitação dos funcionários.
Participam da capacitação servidores dos cartórios de Campo Novo do Parecis e Primavera do Leste, das prefeituras de São José do Povo, Castanheira, Juruena, Santo Antônio do Leste e Nortelândia, e uma representante da Fundação Nova Chance.
A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.
Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.
Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.
De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.
“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.
Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.
Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.