A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) deu início, nesta segunda-feira (16.09), às atividades de sua 19ª unidade do Estado no município de Lucas do Rio Verde (a 332 km de Cuiabá).
Servidores da 19ª unidade da Politec e das regionais adjacentes, além de representantes das forças de segurança pública, participaram de uma reunião sobre o início das atividades. Participaram Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Sistema Penitenciário.
O prédio foi cedido à Politec por meio de termo de cooperação com a Prefeitura de Lucas do Rio Verde. A unidade conta com 260 m² de área construída e fica localizado na Rua Paranapanema, nº 1818, bairro Jardim das Palmeiras.
A instalação da nova unidade irá diminuir o tempo de atendimento da Politec, principalmente em acidentes graves, onde as equipes precisavam de deslocar dos municípios vizinhos para a realização das perícias.
A 19ª unidade também será responsável pelos atendimentos de Medicina Legal, Criminalística e Identificação Técnica nos municípios de Itanhangá e Tapurah, que contarão com a força de trabalho de 15 servidores, sendo peritos oficiais criminais, peritos oficiais médico legistas, papiloscopistas e técnicos em necropsia.
Os gestores também visitaram as sedes do Poder Judiciário e do Ministério Público locais, que são os órgãos demandantes dos serviços da instituição. Eles se reuniram com o juiz Conrado Machado Simão, da 1ª Vara Criminal de Lucas do Rio Verde, e com o promotor de justiça Saulo Pires de Andrade Martins, onde foram apresentadas a carta de serviços que serão prestados pela instituição.
O Diretor-Geral Adjunto da Politec, Renato Barbosa Guanaes Simões, destacou a importância da unidade da Politec para o município de Lucas do Rio Verde
“Tínhamos como meta a redução do tempo de atendimento não só das ocorrências com mortes, mas também dos vivos, especialmente nos casos de mulheres vítimas de violência sexual, que antes precisavam deslocar 200 km para a realização do exame pericial. Costumamos falar que a Politec atua sobre três aspectos mais importantes do ser humano, que é o seu patrimônio, a sua liberdade e sua vida”, disse.
O perito oficial criminal Eduardo Basso Carlin, responsável pela gestão da 19ª unidade, apontou que a presença da Politec, aliada a atuação das demais instituições da segurança pública, irá contribuir para reduzir a criminalidade na região e colaborar para que a Justiça seja mais rápida, eficiente e precisa.
“Os atendimentos de perícias de local de crime na região de Lucas do Rio Verde serão mais rápidos, tanto no deslocamento para os locais, como no tempo de entrega dos laudos, aumentando a eficiência dos serviços e a percepção da Justiça pela sociedade. A liberação dos corpos nos casos de óbito se tornará mais acessível aos familiares, evitando transtornos e complicações em um momento tão delicado e de fragilidade emocional pela perda de uma pessoa querida”, afirmou.
A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.
Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.
Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.
De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.
“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.
Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.
Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.