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MATO GROSSO

Politec promove imersão para qualificação de gestores de todas as unidades do Estado

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Com o tema “Liderar é evoluir – celebrar o agora e construir o amanhã’’, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec-MT) reuniu mais de 70 gestores de dezenove unidades da capital e do interior, além de fornecedores de insumos, serviços e equipamentos forenses, durante a 1ª imersão de Líderes. O encontro foi realizado entre os dias 1º a 3 de dezembro, no Sesc Pantanal, em Poconé, e possibilitou a discussão de assuntos gerenciais, boas práticas de gestão e resultados, o alinhamento de diretrizes de gestão, além de planejamento de ações para o ano de 2026.

A programação contou com palestras de representantes da empresa americana de soluções e equipamentos científicos Thermofisher para a palestra com o tema, “A inovação da tecnologia do DNA rápido para o laboratório forense”. Também teve a participação de representantes da indústria Thomas Greg e Sons do Brasil, para palestra com o tema “Fluxo da Emissão da Carteira de Identificação Nacional (CIN)”, e representantes da empresa Service Now Inc – uma companhia norte-americana de computação em nuvem, sediada em Santa Clara, Califórnia.

A imersão oportunizou o esclarecimento de dúvidas e divulgação de inovações na área de Tecnologia da Informação, especificamente sobre as últimas funcionalidades e aplicações do sistema de gerenciamento de laudos e requisições, Atena, e também sobre o desenvolvimento de um chat bot que será disponibilizado no site da Politec e que irá facilitar o acesso à informações do cidadão sobre a emissão da Carteira de Identidade Nacional.

As diretrizes sobre a implantação do projeto de cadeia de custódia de evidências criminais foi um dos temas discutidos no evento, que contou com a divulgação de ações e produtividade das diretoriais, andamento de obras e reformas das unidades, e metas para o ano de cada diretoria para o ano de 2026.


A imersão trouxe à luz as atribuições gerenciais, legalidade e transparência, o uso correto de recursos públicos, a responsabilidade dos gestores na viabilização da continuidade administrativa e da Gestão de Pessoas, contando com a participação da Superintendência de Gestão de Pessoas da Secretaria de Estado de Segurança Pública para orientações sobre serviços, instruções normativas o esclarecimento de dúvidas.

O encerramento contou com a palestra do professor Igor Rodrigues com o tema, “Líderes que Fazem Acontecer: A Integração entre Protagonismo e Gestão Emocional”, que promoveu a reflexão sobre a importância do autoconhecimento, inteligência emocional para o engajamento e produtividade da equipe.

A Coordenadora de Perícias Internas da Politec, Quézia Resplande, destaca que a imersão possibilitou o reconhecimento das fragilidades e gargalos da gestão e o entendimento do compromisso do trabalho da instituição para a justiça e sociedade. “Entendendo a necessidade da nossa equipe, é que nós vamos desenvolver esse trabalho durante o ano que vem. Foi de suma importância estar aqui, conhecer a maior parte da instituição, estar integrado, conhecer as fragilidades dos setores, entender as forças que temos, além e poder compartilhar essas experiências foi enriquecedor”.

A Gerente Regional da Politec de Nova Mutum, Michelle Giraldelli de Freitas, avalia que a sua participação ampliou os seus conhecimentos para o aprimoramento da gestão.

“Para mim é muito importante ter a oportunidade de participar deste momento, principalmente por ter um ano e oito meses como gestora. Recebo este momento como um investimento do Estado e uma motivação a mais para eu poder continuar fazendo o trabalho com excelência na Politec. A partir desta imersão é muito importante que cada gestor consiga passar para sua equipe um pouco do que foi vivenciado para que possamos fortalecer a nossa equipe e poder colocar em prática através dos trabalhos prestados à sociedade”.


O Coordenador de Perícias em Mortos da Diretoria Metropolitana de Medicina Legal, Valter Ferrari de Castro, disse que a imersão representa mais que um encontro administrativo, mas um marco estratégico significativo no ciclo de gestão da instituição.

“Os assuntos abordados não apenas atualizaram a gestão, mas também serviram como um catalisador para o desenvolvimento profissional e também o alinhamento institucional de todo o corpo gerencial. O ambiente propiciou este objetivo e foi extremamente rico em conhecimento técnico, possibilitou a troca de conhecimentos cruciais entre todos os líderes. Com o objetivo de fomentar a excelência da gestão, foi plenamente alcançado na minha opinião, assegurando que cada gestor retorne à sua unidade equipado com informações precisas e diretrizes bem claras para otimizar a condução de suas equipes e consequentemente garantir uma performance operacional, foi importante o aprofundamento desse conhecimento sobre padrões e liderança”.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, diz juiz após quase 40 anos dedicados à Justiça

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Em uma solenidade marcada pela emoção, gratidão e reconhecimento, o juiz Luiz Antônio Sari despediu-se da magistratura após 39 anos e seis meses de atuação no Poder Judiciário. Realizada no Fórum da Comarca de Rondonópolis, na sexta-feira (29), a cerimônia reuniu magistrados, servidores, representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), familiares, amigos e convidados para homenagear uma trajetória marcada pela dedicação à Justiça, pelo atendimento humanizado e pela contribuição ao fortalecimento institucional do Judiciário mato-grossense.

Compuseram o dispositivo de honra a juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni; o promotor de Justiça Reinaldo Antônio Vessani Filho, representando o Ministério Público; o advogado Bruno de Castro Silveira, representante da OAB de Rondonópolis; e os defensores públicos Jacqueline Gevizier Rodrigues Ciscato e Fernando Ciscato Bastos, representantes da Defensoria Pública.

Durante a cerimônia de despedida, Luiz Antônio Sari destacou os valores que nortearam sua caminhada profissional e pessoal. “Entrei no Judiciário em 1986, aos 35 anos. Já era casado com a minha companheira de seis décadas, Sonia Maria, e já tinha meus dois filhos”, relembrou.

Ao fazer um balanço da carreira, o magistrado definiu a magistratura como uma vocação que transcende os limites de uma atividade profissional.

“A magistratura é mais que um sacerdócio. É mais que uma profissão. É algo divino. Não é para qualquer um. É preciso ter amor ao próximo, ser cada vez mais fraterno”, definiu.

A visão humanista que marcou sua atuação também ficou evidente ao recordar os ensinamentos acumulados ao longo de quase quatro décadas julgando conflitos e lidando diariamente com histórias de vida: “Aprendi que o ser humano deve cuidar de si mesmo e buscar harmonia e compreensão ao semelhante.”

Ao olhar para a própria trajetória, Sari afirmou não guardar ressentimentos ou lamentações.

“Eu não tive tristeza, nem dificuldade no caminho. É preciso não ter queixa nenhuma. Só tenho um pouco de decepção porque poderia ter feito mais daquilo que fiz. Nunca parei”, revelou.

A juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, destacou a relevância da trajetória de Luiz Antônio Sari para a história do Judiciário local. A juíza pontua que o magistrado construiu uma carreira marcada pela dedicação à comarca e pela decisão de permanecer em Rondonópolis, mesmo diante de oportunidades de ascensão profissional.

“O doutor Luiz Antônio Sari completa 39 anos de magistratura e chega aos 75 anos de idade com uma trajetória admirável. Ele fez a escolha de permanecer em Rondonópolis, mesmo quando a comarca ainda era menor. Sempre teve um vínculo muito forte com a cidade e com a população. Muitos colegas seguiram na carreira para outros cargos e comarcas, mas ele optou por permanecer aqui, onde constituiu sua família e construiu sua história”, afirmou.

A magistrada lembrou ainda que Sari participou ativamente do desenvolvimento da estrutura judiciária local ao longo de mais de três décadas de atuação no município.

“Ele está em Rondonópolis desde 1993 e ajudou a construir a história desta comarca. Foi o primeiro juiz da Execução Penal, atuou nas varas criminais que foram sendo criadas ao longo dos anos e, há bastante tempo, está à frente da 1ª Vara Cível. Sempre foi um magistrado discreto, simples e extremamente humano”, ressaltou.

Ao falar sobre a despedida, Aline destacou o carinho e a admiração que o juiz conquistou entre servidores, magistrados e demais profissionais do sistema de Justiça.

“Todos aqui no fórum têm grande afeição por ele. A homenagem que realizamos foi muito emocionante”.

A dedicação integral ao trabalho é uma característica reconhecida por quem conviveu diariamente com o magistrado. A assessora técnica jurídica Tammy Bellinaso, que trabalhou ao lado dele durante 19 anos na 1ª Vara Cível de Rondonópolis, destacou o compromisso permanente com a magistratura e com os jurisdicionados.

“Dr. Sari deixa um legado de dedicação, respeito e total entrega à magistratura, primando sempre pela entrega humana ao jurisdicionado e pela eficiência dos trabalhos prestados. Ele é exemplo de humanidade, integridade, devoção e amor ao que faz”, disse.

Tammy iniciou sua trajetória profissional no gabinete ainda no segundo ano da faculdade. Começou como auxiliar e, em 2010 assumiu a função de assessora técnica jurídica. Segundo ela, o magistrado viveu a profissão de maneira intensa.

“Durante 39 anos e seis meses de sua vida, o magistrado se entregou ao ofício de corpo e alma. Não houve um dia sequer em que não tenha trabalhado, fossem finais de semana ou feriados. Um verdadeiro amor à magistratura e à Justiça”, contou.

Ela afirma que os ensinamentos recebidos permanecerão como referência para toda a vida. “Ele foi e sempre será meu exemplo de dedicação, resiliência e amor em tudo o que faz. Minha gratidão é imensurável ao profissional e homem exemplar, íntegro e excepcional que ele é”.

Em seu discurso de despedida, Luiz Antônio Sari compartilhou reflexões sobre empatia, solidariedade e convivência humana, valores que considera essenciais para a construção de uma sociedade mais justa.

“Acredito que só exista a religião do amor. Amar o próximo como a si mesmo significa respeitar os sentimentos das pessoas. É um dever que temos a cumprir. Se cada um fizer a sua parte, dois terços dos problemas do mundo estarão resolvidos”, ensinou.

Para o magistrado, a vida em sociedade exige compreensão da interdependência entre as pessoas, pois “somos seres gregários, interligados e interdependentes”.

A mensagem final escolhida para marcar o encerramento de sua carreira resume a filosofia que guiou sua atuação no Judiciário e sua visão de mundo.

“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, ensinou.

Aposentado da magistratura, Luiz Antônio Sari garante que continuará vivendo os mesmos valores que defendeu ao longo da carreira: “Independentemente de estar na ativa, estou aqui. Vejo o sol, danço de manhã porque escolhi ser feliz. O amor é eterno.”

Despedida

A programação da solenidade contou ainda com a exibição de um vídeo institucional produzido pela Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, além de homenagens e pronunciamentos que relembraram a contribuição do magistrado para a história da comarca e do Poder Judiciário.

Ao longo da carreira, Luiz Antônio Sari participou de importantes marcos da Justiça em Rondonópolis. Entre eles, a mobilização para a elevação da comarca a Entrância Especial, a implantação da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, o fortalecimento do Tribunal do Júri e a construção do atual Fórum Desembargador William Drosghic.

Reconhecido pelo compromisso com a cidade, o magistrado chegou a recusar, em 1994, uma promoção para Cuiabá. A decisão foi motivada pelo entendimento de que sua missão profissional estava ligada ao desenvolvimento da comarca de Rondonópolis e ao atendimento da população local.

A conquista da Entrância Especial, concretizada em 2004 com a inauguração do atual fórum, é considerada um dos momentos históricos de sua trajetória. Outro marco foi a consolidação do Tribunal do Júri da comarca, que passou a contar com espaço próprio em 2007, encerrando décadas de funcionamento em estruturas improvisadas.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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