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Agronegócio

Prejuízo gaúcho supera R$ 12 bilhões. R$ 4,1 bilhões só no agronegócio

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As fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul nas últimas semanas provocaram prejuízos que somam R$ 12,2 bilhões, conforme números divulgados nesta sexta-feira (14.06) pela Defesa Civil. A agricultura foi duramente afetada, com perdas superiores a R$ 4,1 bilhões, enquanto a pecuária registrou prejuízos de R$ 372,1 milhões.

O setor habitacional foi o mais atingido, contabilizando R$ 4,7 bilhões em danos, com cerca de 110,9 mil unidades residenciais danificadas ou destruídas. O impacto foi significativo tanto no setor público quanto no privado. O setor público sofreu perdas de aproximadamente R$ 2,5 bilhões, enquanto o privado, incluindo atividades agrícolas e industriais, registrou um prejuízo de R$ 5 bilhões.

Além das perdas materiais, as chuvas resultaram em graves tragédias humanas. Até o momento, foram confirmadas 176 mortes e 38 pessoas ainda estão desaparecidas. A situação de emergência desalojou 422,7 mil pessoas e deixou 98,1 mil desabrigadas. No total, cerca de 11,4 mil pessoas ficaram feridas ou enfermas, impactando diretamente a vida de aproximadamente 4,2 milhões de gaúchos.

O aumento significativo nas perdas agrícolas, que subiram de R$ 3,7 bilhões na semana passada para R$ 4,1 bilhões, evidencia a gravidade da situação no campo. As chuvas devastaram plantações e pastagens, comprometendo a produção e a subsistência de milhares de famílias rurais.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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