A Polícia Rodoviária Federal (PRF), por meio do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT), apreendeu na noite de terça-feira (9) 2.000 litros de óleo diesel transportados de forma irregular na BR-174B, km 25, em Pontes e Lacerda (MT).
Durante a fiscalização no trecho, os policiais abordaram um caminhão M.Benz L 1114 que transportava dois contêineres (IBC) de mil litros cada. Na caçamba, também foram encontrados produtos alimentícios.
Ao verificar a carga, a equipe identificou diversas irregularidades previstas na Resolução ANTT nº 5.998/2022, que regulamenta o transporte de produtos perigosos no país. Entre as infrações constatadas estão:
ausência de Equipamentos de Proteção Individual obrigatórios;
ausência de sinalização específica para o transporte de produto perigoso;
inexistência de documentação obrigatória relativa ao transporte;
falta de equipamentos exigidos para situações de emergência;
condução do veículo por motorista sem curso específico para transporte de produtos perigosos.
O transporte irregular de combustíveis em grande quantidade caracteriza, em tese, o crime previsto no artigo 56 da Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais).
O motorista foi encaminhado à Polícia Judiciária Civil de Pontes e Lacerda para os procedimentos legais. O veículo e os 2.000 litros de diesel foram apreendidos e apresentados à autoridade policial.
A PRF reforça seu compromisso com a fiscalização do transporte de produtos perigosos, com a preservação ambiental e com a segurança nas rodovias federais, atuando de forma contínua para proteger a sociedade e prevenir riscos aos usuários da via.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (2.6), a Operação Frete Frio, que mira um grupo criminoso suspeito de transportar drogas para outros estados escondidas em eletrodomésticos enviados por transportadoras. A ação cumpre ordens judiciais e busca interromper o esquema investigado pelas forças de segurança.
Na operação, são cumpridos três mandados de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar e medidas de bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros até o limite de R$ 400 mil por investigado. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.
As medidas foram decretadas com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e são cumpridas nas cidades de Cuiabá, onde estão concentrados dois dos alvos, e em Aparecida de Goiânia (GO).
O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio das equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil de Mato Grosso e da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de Goiás.
Descoberta do esquema
A investigação foi iniciada em 27 de abril deste ano, após a apreensão de aproximadamente 15 quilos de cocaína ocultada no interior de um climatizador de ar despachado de Cuiabá com destino ao Estado de Goiás. O entorpecente estava dividido em 14 tabletes envoltos em fita adesiva e acondicionado dentro do eletrodoméstico. Posteriormente, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou tratar-se de cocaína.
Em continuidade às investigações, os policiais da Denarc identificaram o responsável pelo despacho da encomenda em uma empresa de transporte localizada em Cuiabá. Por meio de imagens do circuito de monitoramento e comprovantes de pagamento via Pix, foi possível identificar um dos integrantes do grupo, apontado como responsável pelo envio da carga ilícita.
As investigações também revelaram que o climatizador utilizado para ocultar a droga foi adquirido por outro integrante do grupo, que teria realizado a compra do equipamento e solicitado a emissão da nota fiscal em nome de um terceiro investigado, morador de Aparecida de Goiânia (GO) e apontado como destinatário da encomenda.
“Os investigados atuavam na logística do transporte interestadual da droga, utilizando o envio de mercadorias e eletrodomésticos como mecanismos para ocultar os entorpecentes e dificultar a fiscalização policial”, explicou o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho.
Nome da operação
O nome “Frete Frio” faz referência ao método empregado pelo grupo criminoso, que utilizava equipamentos de climatização e o serviço regular de transporte de cargas para dissimular a movimentação de drogas entre estados, conferindo aparência de legalidade à atividade ilícita.
Operação Pharus
A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, inserida no Programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções criminosas em todo o Estado.
Renarc
A investigação também integra os trabalhos da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc).
A rede reúne os delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para definir estratégias de enfrentamento ao narcotráfico em todo o país.