O final de semana na capital foi embalado pelo 15º Festival de Siriri e Cururu no Ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá. A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, madrinha do grupo Flor Ribeirinha, participou da abertura. O evento tradicional conta com o apoio e incentivo do Governo do Estado.
Virginia Mendes destacou a importância de fortalecer a cultura típica da região do Pantanal para preservar as origens. “Sou uma admiradora nata da cultura da nossa região, a energia que a música e as danças trazem mexem com a gente, é algo motivador. Tenho muito respeito pela dedicação dessas pessoas que fazem questão de preservar a nossa cultura e a nossa história”.
“Com certeza, no próximo ano, teremos um festival maravilhoso”, ratificou Virginia Mendes.
Com investimento de R$ 700 mil do Estado, o evento iniciou na sexta-feira (15.12) e encerrou nesse domingo (17.12).
O secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia, afirmou o orgulho de incentivar o evento. “É uma honra para o Governo de Mato Grosso apoiar uma cultura tão tradicional e importante para a nossa região. A primeira-dama Virginia Mendes pediu que o Governo apoie o próximo evento, e já está garantido o 16º Festival de Siriri e Cururu”.
A fundadora do grupo Flor Ribeirinha, dona Domingas, abençoou a primeira-dama e o governador por acreditarem no projeto cultural. “Peço bençãos a Deus pela vida da nossa madrinha, primeira-dama Virginia Mendes, e ao nosso governador Mauro Mendes, que acreditaram no potencial dos grupos e da Associação Nandaia”.
Jean Moura, secretário adjunto de Cultura do Estado, exaltou a oportunidade dada à população de conhecer um pouco mais da cultura durante o evento. “Nós vivemos neste festival uma experiência muito positiva, em que os grupos de Siriri e Cururu construíram sua própria festa. É uma forma que a gente consegue desenvolver profissionalmente esses grupos”, pontuou.
As apresentações contaram com 12 grupos formados em quintais tradicionais com ritmos que embalam a cultura e a vida de um povo.
Nos três dias de eventos, o público conferiu as apresentações do Grupo de Cururu Tradição Cuiabana do Coxipó: Grupos de Siriri: Voa Tuiuiu, São Gonçalo Beira Rio, Flor Serrana, Estrela Guia, Vitória Régia do Pantanal, Raízes Cuiabanas, Flor do Campo, Flor de Atalaia, Coração Tradição Franciscano, Siriri Elétrico, além do Flor Ribeirinha.
A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.
Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.
Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.
De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.
“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.
Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.
Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.